Programa Rio de Janeiro a Janeiro

Programa Rio de Janeiro a Janeiro: eventos culturais, desportivos e corporativos tiveram impacto de R$ 8,8 bilhões na economia fluminenseoriginal_culturagera-release-header

Os 94 projetos realizados com a chancela do Programa em 2018 geraram 238 mil empregos e R$ 538 milhões em impostos. Cada R$ 1 alavancou R$ 17,61 na economia

Um total de 94 eventos culturais, desportivos e corporativos realizados no estado do Rio de Janeiro ao longo de 2018, sob a chancela do Programa Rio de Janeiro a Janeiro, tiveram um impacto de R$ 8,8 bilhões na economia fluminense. Eles reuniram um público de 12,5 milhões de pessoas, entre moradores (74,6%) e turistas (25,4%), geraram 238 mil empregos e R$ 538 milhões de impostos. É o que revela o resultado final do Programa, criado pelo governo federal em 2017 sob a liderança do Ministério da Cultura (MinC) para contribuir com a revitalização da economia fluminense. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (20) pelo MinC em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo cálculo e análise do impacto.micbr-640x640

Os eventos culturais constituíram 70,2% dos 94 eventos realizados no âmbito do Programa. Depois, vieram os desportivos (23,4%). Os corporativos representaram 6,4%. A maior parte, 77,7%, foi realizada na capital, e 22,3% no interior.

“Na prática, o Rio de Janeiro a Janeiro foi uma oportunidade de expressar em números aquilo que muitos profissionais, cariocas ou amantes do Rio, sempre intuíram: a vocação cultural e as belezas naturais, as paisagens urbanas, litorâneas e sonoras da cidade e do estado contribuem para a dinâmica econômica de uma maneira extremamente positiva”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. “Os números demonstram de forma tangível que cultura é investimento, e não gasto. O nosso propósito – contribuir para revitalização da economia carioca – foi atingido. Espero que o resultado incentive mais e mais investimentos em eventos culturais”, complementa. 

O levantamento constatou um alto índice de alavancagem econômica* dos eventos, mostrando o quanto a realização deles impulsionam uma extensa cadeia produtiva: cada real gasto nos projetos movimentou outros R$ 17,61 na economia como um todo. Esse cálculo é feito com base nos investimentos na produção do evento (serviços contratados, como artistas, iluminadores, infraestrutura de palco etc.) e também nos gastos dos frequentadores (turistas brasileiros, estrangeiros e moradores do Rio) no período dos eventos. Nesse último critério, foram considerados gastos com hospedagem, transporte local, compras realizadas no período de estadia, alimentação, passeios, combustível, energia, serviços de comunicação, serviços financeiros.

O estudo mostrou ainda que o retorno sobre o investimento público** foi de R$1,95 para cada R$ 1 que os governos federal, estadual e municipal aportaram para a realização dos eventos, seja direta ou indiretamente (por meio de renúncia fiscal). Isso significa um retorno de 95% do investimento inicial. No total, 11 projetos do Programa captaram R$ 18,3 milhões via Lei Rouanet. Outros cinco eventos captaram R$ 1,55 milhão pela Lei Estadual do ICMS (Lei 2.657/96).

Mês a mês

Ao longo do ano, fevereiro foi o período em que foi registrado o maior impacto econômico, R$ 3,7 bilhões, impulsionado pelas festividades carnavalescas. Em seguida, o mês de janeiro, com R$ 2,3 bilhões, em decorrência dos festejos de Ano Novo. No segundo semestre, destacaram-se os meses de setembro e dezembro, com R$ 406 milhões e R$ 501 milhões, respectivamente. Durante todo o ano, os eventos que geraram maior impacto econômico foram o Carnaval do Rio, movimentando R$ 3 bilhões, seguido pelo Réveillon, com R$ 1,94 bilhão.

Veja a tabela abaixo com o impacto econômico e o número de eventos realizados a cada mês:

EVENTOS

IMPACTO ECONÔMICO

MÊS

PROGRAMADOS

REALIZADOS

PÓS EVENTO

JANEIRO

5

4

 R$        2.328.765.705,73

FEVEREIRO

11

10

 R$        3.688.529.468,20

MARÇO

14

8

 R$            325.135.767,05

ABRIL

10

4

 R$            191.777.237,72

MAIO

17

10

 R$            275.200.004,15

JUNHO

15

7

 R$            270.739.785,19

JULHO

16

12

 R$            249.767.934,46

AGOSTO

13

7

 R$            178.474.045,44

SETEMBRO

20

9

 R$            406.935.097,40

OUTUBRO

10

5

 R$            146.028.794,87

NOVEMBRO

13

11

 R$            301.644.971,63

DEZEMBRO

10

7

 R$            501.359.904,46

SUB TOTAL

154

94

 R$        8.864.358.716,30

Sobre o Rio de Janeiro a Janeiro

A situação de crise enfrentada pelo Rio de Janeiro mobilizou os governos federal e estadual, a Prefeitura Municipal do Rio e a iniciativa privada a firmarem uma parceria com o objetivo de estimular a economia por meio da realização de um calendário de eventos com grande potencial de impacto socioeconômico no Estado.  

Após o lançamento do Programa, em setembro de 2017, foram abertas as inscrições para que os projetos interessados pudessem obter a chancela Rio de Janeiro a Janeiro. Os responsáveis pelas propostas tiveram que fornecer, por meio de um formulário de inscrição, informações detalhadas sobre o evento, como orçamento total, número de pessoas envolvidas na organização, estimativa de público, entre outras. A partir da coleta de dados dos formulários, a FGV desenvolveu uma metodologia, em conjunto com o Ministério da Cultura, para a análise dos projetos e avaliação de impacto econômico.

As estimativas apontaram a expectativa de impacto turístico, impacto na atração de investimentos, impacto na geração de emprego e renda, na inclusão social e potencial de continuidade e expansão, sendo que os dois primeiros tiveram peso de 35% e os três últimos, 10% na composição final da média entre eles. Para lidar com os mais de 80 mil dados, a FGV desenvolveu um algoritmo que calculou o potencial de impacto dos projetos.

Houve 831 inscritos, dos quais 617 foram habilitados a rodar esse modelo matemático. Destes, 154 eventos ganharam a chancela do programa, sendo que 83% eram da cidade do Rio de Janeiro, com valor total a ser investido de R$1,06 bilhão. As propostas selecionadas foram divulgadas no site do Rio de Janeiro a Janeiro e receberam o certificado do Programa. Também tiveram a possibilidade de participar de duas rodadas de pitching com empresas estatais, para buscar patrocínio. Outra possibilidade foi a captação de recursos por meio de leis de incentivo federais e estaduais. Em 2018, as empresas estatais investiram R$169 milhões de reais nos municípios do Rio de Janeiro para 342 ações.

*O Retorno Sobre Investimento Público (ROIP) mede a razão entre o valor dos impostos gerados a partir da realização do evento e o investimento estatal no evento, ou seja, se o projeto foi lucrativo para os governos municipal, estadual e federal (caso tenha recursos de todos).

**O Índice de Alavancagem Econômica (IAE) mostra a razão entre o impacto econômico, ou seja, o valor movimentado na economia como um todo, e o investimento, de origem pública ou privada, para a realização do evento.

Assessoria de Imprensa
Ministério da Cultura
imprensa@cultura.gov.br
(61) 2024-2412/2492/2256

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