Acessibilidade: cine Transversalidades

Acessibilidade: cine Transversalidades

O cineclube Transversalidades promoveu mais uma sessão para cegos e pessoas de baixa visão na Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga. Ficamos muito felizes com a repercussão do Transversalidades em 2017 nas linguagens de literatura, cineclube, teatro e artesanato. O Correio Braziliense esteve presente e registrou o evento. Abaixo a matéria publicada no dia 07/12/2017. Fonte: Correio Braziliense

Cegos e surdos da cidade querem mais espaço para a cinefilia

Implementar novos locais e rodas de discussão de acessibilidade são desejos de cegos e surdos

 

Ir ao cinema pode parecer uma atividade impraticável para quem é cego ou surdo. Entretanto, existem ferramentas que dão a essas pessoas a experiência de sentar em frente às telonas e consumir produções audiovisuais. Recursos como audiodescrição, Libras e legendagem são utilizados para que a exibição de filmes aos portadores de necessidades especiais seja possível. Apesar disso, os cinemas comerciais ainda não oferecem os mecanismos de acessibilidade necessários.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) determinou na Instrução Normativa 128/2016 que, até novembro deste ano, metade das salas comerciais de cada grupo exibidor deveria oferecer recursos de acessibilidade. Porém, a medida não foi colocada em prática, e ganhou, em 17 de novembro, um novo prazo para ser cumprida: novembro de 2018.

Luis Mauch, diretor da empresa Ktalise — que atua ao lado da Ancine no diálogo sobre conteúdo acessível entre exibidores e distribuidores —, explica o motivo do adiamento. “As dificuldades giram em torno da definição de um padrão técnico de distribuição dos conteúdos acessíveis.”

Luis conta que, após diversas reuniões e diálogos sobre o tema, a Ancine decidiu que os conteúdos audiovisuais sejam entregues de acordo com o chamado Digital Cinema Protocol (DCP) — padrão internacional de distribuição dos conteúdos audiovisuais. O diretor explica que as propostas para a inserção de recursos acessíveis nos filmes não atendiam aos padrões internacionais. Enquanto novas regras são debatidas, a Ancine prolongou os prazos de adaptação para as salas comerciais de cinema.

Mauch conta que, apesar da demora para a adaptação das salas, o Brasil é um dos pioneiros em propor soluções acessíveis para deficientes visuais e auditivos nos cinemas. Ele explica que, mesmo com o adiamento da data proposta, “caberá ao exibidor se adequar ou não, antes do prazo, para oferecer os filmes com acessibilidade a seus clientes”.

“Em qualquer cinema, só consigo assistir ao filme se eu levar alguma pessoa para fazer a descrição para mim — geralmente quem faz isso são amigos. Se não tiver ninguém, é complicado”, conta Noemi Rocha, deficiente visual. A professora de 57 anos perdeu a visão em 1999, e conta que o acesso à cultura para os portadores de necessidades especiais ainda é muito restrito.

Por isso, Noemi explica que costuma recorrer a atividades alternativas, que costumam ser direcionadas somente ao público cego. “Você vai ao cinema e o filme é exibido para todo mundo, mas eles não pensam na gente. A gente gosta de participar das atividades com pessoas que enxergam, mas, quando a programação é direcionada só aos cegos, nos sentimos mais à vontade.”

Noemi é uma das fundadoras da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga. O estabelecimento oferece cerca de 3 mil livros em braile, além de oficinas e cursos para deficientes visuais. Ela trabalha no local há 22 anos, e atua como mobilizadora cultural da biblioteca, promovendo eventos para os frequentadores do espaço.

Uma das atividades promovidas no local foi uma sessão de cinema para cegos, que ocorreu em 24 de novembro. Sob o comando de Andrey do Amaral, voluntário da biblioteca, o evento exibiu o longa Transversalidades, com audiodescrição, de Andrey e da professora Dinora Couto. Andrey é formado em acessibilidade cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e explica que há uma grande queixa dos portadores de necessidades especiais ao acesso à cultura. “Às vezes o cego, o surdo, o cadeirante ou o muletante deixam de ir a um evento cultural justamente por causa das barreiras que eles encontram.”

Enquanto espera que as salas de cinema comerciais ofereçam recursos acessíveis, Noemi continua se empenhando na produção de eventos direcionados ao público portador de necessidades especiais na biblioteca Dorina Nowill. Entretanto, a professora confessa: “A gente gostaria de ter esse meio inclusivo. Se a cultura é para todos, temos que ver as condições dos cegos, dos deficientes auditivos, dos cadeirantes…”

*Estagiária sob supervisão  de Igor Silveira

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Catálogo Executivo 2017 Pergunta FIXAR

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Cineclube para Cegos

É com muita alegria que nosso Cineclube Transversalidades faz novas sessões acessíveis na Biblioteca Braille Dorina Nowill. As sessões serão acessíveis para cegos e pessoas com baixa visão. Essa exibição finaliza o projeto Legado do Homem e da Cidade, patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Nosso projeto busca resgatar, promover e registrar a vida e os grandes feitos de personagens significativos para o DF. Em parceria com o Festival Curta Brasília, o professor e pesquisador Andrey do Amaral encerra com um evento acessível, proferindo audiodescrição e uma pequena palestra sobre  Legado do Homem e da Cidade.  Haverá audiodescrição ao vivo em curta-metragens no Cineclube Transversalidades, projeto também de iniciativa de Amaral. A sessão especial de cinema acessível para cegos acontece no dia 24 de novembro, sexta-feira, a partir de 9h, na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga. Os filmes a serem apresentados são: “O Caso Libras” e o “Resto é silêncio”. O primeiro, gravado no Rio de Janeiro, em 2011, é uma ficção com 15 minutos, na qual, um casal de surdos discute dentro do ônibus pela língua de sinais, chamando a atenção de todos ao redor. No entanto, um crime acontece e todos são levados a uma delegacia e, lá, o delegado deverá contornar a confusão até a chegada de um intérprete. Já o segundo, gravado em São Paulo, é totalmente interpretado por adolescentes surdos e narra o encontro de Lucas – um rapaz solitário – com Clara. Além das apresentações dos curtas, haverá debates sobre questões como acessibilidade e inclusão, violência doméstica e direitos humanos. As sessões e atividade são todas gratuitas. Não percam!

 

Cineclube Transversalidades banner Curta Brasília

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Pergunta Fixar no Correio Braziliense

Rede Globo compra direitos de livro brasiliense para novela das 21h

O livro ‘Um soco na alma’, de Beatriz Schwab e Wilza Meireles, será base para a construção do enredo de ‘O outro lado do paraíso’

A Rede Globo de Televisão comprou os direitos do livro Um soco na alma, da editora Perguntar Fixar, para a composição de sua nova trama das 21h. O livro das autoras Beatriz Schwab e Wilza Meireles terá parte de seu conteúdo como referência para as histórias contadas na nova novela O outro lado do paraíso, escrita por Walcyr Carrasco.

A novela aborda o contexto de violência, ciúme, machismo e temperamentos agressivos apresentados no livro. “Isso é importante para que a sociedade reflita melhor sobre a valorização da mulher e seu papel no mercado de trabalho e igualdade. Ainda hoje a violência é grande. A luta contra qualquer tipo de violência é nossa bandeira como editores”, afirmou Fernanda Carvalho, publisher da editora, por meio de nota à imprensa.
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CAPA Um Soco na Alma - Pergunta FIXAR
O outro lado do paraíso entrou no ar na noite desta segunda-feira (23/10), com elenco com nomes como Lima Duarte, Fernanda Montenegro e Marieta Severo. A produção terá duas linhas temporais ao longo de sua trama.
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Coletivo Transversalidades e o Dia das Crianças

O coletivo Transversalidades participou do Dia das Crianças antecipado na manhã de 7/10 com muita literatura, música, contação de histórias, teatro e cineclube no Cine Brasília. Nosso cineclube deu apoio para a exibição do filme ‘Procurando Dory’ para alegrar o dia de crianças com lábio leporino/fissura palatal, da Associação Brasiliense de Apoio aos Fissurados – ABRAFIS.

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Agradecemos a Secretaria de Cultura do Distrito Federal e ao Governo de Brasília pela liberação do cinema, os escritores da Pergunta Fixar e a doação de livros de nossos colaboradores. Empreendedorismo sociocultural é o que fazemos na prática. Ano que vem tem mais!

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Espaço Pé Direito e o coletivo Transversalidades

Nosso coletivo Transversalidades, da Pergunta Fixar Editora, foi selecionado pelo Espaço PÉ DiReitO da Vila Telebrasília, na chamada pública para o Projeto Incubadora de Grupos. Dentro da incubação, utilizaremos o espaço multiuso para atividades artísticas, entre as quais oficinas, aulas, apresentações, etc. A incubação visa apoiar grupos e artistas para a criação e produção um espetáculo de artes cênicas com tema pré-estabelecido, garantindo espaço de ensaio, troca de vivências entre grupos e profissionais experientes, objetivando fomentar e proporcionar a criação de uma rede afetiva a partir do vínculo dos artistas com o Espaço, a Vila Telebrasília e entre grupos; promover o intercâmbio artístico a partir da troca de experiências, técnicas, informações e convívio; facilitar o trabalho colaborativo valorizando a pró-atividade, a dedicação e o compromisso em equipe e proporcionar um espaço de experimentação artística. O projeto tem idealização e coordenação de Pedro Martins (artista, diretor e gestor do Espaço PÉ DiReitO) e Adriano Roza (coordenador do Espaço PÉ DiReitO e mestre em artes pela UnB).

Banner Selecionados Pergunta Fixar Transversalidades Espaço Pé Direito

O coletivo Transversalidades, por meio da Pergunta Fixar, pretende obter assessoria nas áreas de maquiagem, iluminação, figurino, cenografia e produção do espetáculo, além de orientação e provocação criativa. Trabalhamos com literatura, teatro, artesanato, audiovisual e outras linguagens culturais. Estamos muito felizes com nossa seleção nesta incubadora de projetos do Espaço Pé Direito.

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Legado do Homem e da Cidade

Por meio de pesquisa escrita romanceada, de cunho histórico-documental, o professor Andrey do Amaral divulga seu novo projeto: Legado do Homem e da Cidade, que busca resgatar, promover e registrar a vida e os grandes feitos de personagens significativos para o Distrito Federal. Essa pesquisa tem apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF.

O grande personagem deste trabalho é a própria cidade do Gama, ambiente que cresceu significativamente após os anos 1990, tanto cultural como economicamente. Um dos destaques que Andrey do Amaral aponta é o empreendedor Apparecido, o qual desenvolveu projetos em torno da educação local, gerando renda, emprego, desenvolvendo cultural e economicamente o Distrito Federal. Além deste, o escopo da pesquisa pretende ainda trabalhar com as escritoras Clotilde Chaparro e Dinorá Couto em biografias sobre suas histórias com os feitos culturais.

Essa pesquisa histórico-documental sobre a memória, a identidade e patrimônio de Brasília por meio da vida de empreendedores desconhecidos resgata a importância dessas pessoas e cidades, salientando o desenvolvimento econômico, cultural e educacional para Brasília e seu entorno.

Como objetivos principais, Andrey do Amaral desenvolve estudos exploratórios e qualitativos de personagens ainda desconhecido do Distrito Federal, além de pesquisar, com auxílio de sua equipe, nos arquivos da Administração Regional do Gama, no Arquivo Público do DF, entre outras instituições, material sobre os biografados e suas técnicas de empreendedorismo educacional e cultural. E também resgatar e salvaguardar a memória de personalidades empreendedoras no ramo educacional em uma biografia de atores icônicos da história das cidades e personagem fora do circuito da elite, como ainda promover e facilitar o acesso à população da identidade cultural de visionários empreendedores, recuperando seu empenho e compromisso com Brasília e entorno.

Em contrapartida ao apoio da FAP-DF, Andrey do Amaral se compromete a imprimir todas as peças gráficas a partir de fontes certificadas, ou seja, utilizando papel reciclado e/ou oriundo de florestas plantadas. “Quando finalizada a pesquisa, doaremos os banners para o projeto Planeta Banner Bags”, empenha-se Andrey. Ajudando ainda na sustentabilidade ambiental, a impressão das peças gráficas será com tinta à base de soja, com baixo teor de álcool isopropílico, reduzindo risco à saúde, e papel produzido de florestas cultivadas em áreas não degradadas e/ou inteiramente reciclável. O catálogo do projeto também foi feito com papel de certificação florestal (oriundos de florestas plantadas ou da cana de açúcar)

A pesquisa ocorre nas cidades de Brasília, Gama e Taguatinga e tem apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Também apoia o projeto o Programa Mala do Livro, da Secretaria de Cultura do DF.

 

Serviço Legado do Homem e da Cidade:

Curadoria: Andrey do Amaral

Contato: andreydoamaral@gmail.com / (61) 9.8457-7131

Patrocínio: Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal / FAP-DF

 

 

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Curta Brasília

Mais uma sessão do Cineclube Transversalidades. Fomos selecionados para participar das exibições do Curta Brasília. Abaixo informações sobre a exibição. Conheça os curta-metragens que iremos debater:

Sutil encanto. Direção: Filipe Duque. Ficção, 17 min, livre. Com Gabriel Marques, Haila Beatriz, Atawalpa Coello, Dan Marques. SINOPSE: Junior, um jovem preso em seu cotidiano, tem a percepção ampliada ao apaixonar-se por Rebeca, que lhe apresenta o mundo sutil da arte.

A noite dos palhaços mudos. Direção: Juliano Lucacs. Ficção, 15 min, 12 anos. Com: Domingos Montagner, Fábio Espósito, Fernando Sampaio e William Amaral. SINOPSE: Adaptação de uma história em quadrinhos de Laerte. Dois palhaços mudos perambulam à noite com a missão de resgatar um companheiro sequestrado por uma organização que tem como objetivo o extermínio da classe. Uma fábula contemporânea recheada de humor contra a intolerância.

Matzeiva – Uma lápide para Juliano Mer-Khamis. Direção: Silvio Tendler. Documentário, 5 min, livre. SINOPSE: Filho de Arna Mer-Khamis, ativista de direitos humanos judia e fundadora do Teatro da Liberdade, Juliano Mer-Khamis dedicou os últimos anos de sua vida a encantar as crianças do campo de refugiados de Jenin. O documentário é uma homenagem póstuma ao ator, cineasta e ativista político israelense.

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Cineclube Transversalidades

É com imenso prazer que te teremos mais uma sessão do cineclube Transversalidades, da cineclubista Fernanda Carvalho da Silva. Está é uma iniciativa sem qualquer fim lucrativo com o intuito de levar cultura a moradores da Cidade Estrutural, no Distrito Federal. A exibição acontece na Associação São Francisco de Assis (Quadra 12 Conjunto “D” lote 45, Cidade Estrutural). Para o próximo sábado, iremos exibir o curta-metragem Do meu lado, com duração aproximada de 15 min. O Cineclube acontecerá no sábado (dia 29/10) às 10h30. Após a exibição haverá um bate-papo sobre o curta e sobre literatura com o escritor Marcelo Araújo.

Sobre o curta Do Meu Lado: As vidas de duas vizinhas, uma umbandista e uma protestante, começam a se cruzar quando uma infiltração abre um buraco na parede que divide suas casas.

Temática: Diversidade religiosa

     Tarcísio Lara Puiati | Brasil | 2014 | 14min | Ficção
Classificação indicativa: Livre

O filme faz parte da 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, da qual fazemos parte,

Mais informações: http://www.imagemtempo.com/projeto/do-meu-lado/ ou 9.8500-5774 (Fernanda)

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Cineclube

Com apoio da Pergunta Fixar Editora e Produtora de Arte, participamos da 10ª Primavera dos Museus com o nosso Cineclube Transversalidades na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga – DF. Estiveram presentes cerca de 15 cegos e 8 videntes. Fizemos exibição de dois curta-metragens premiados e selecionados pela 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

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Nesta sessão teve pipoca e guaraná. Os audiovisuais exibidos contém audiodescrição. Houve ainda debate e discussão sobre a temática dos filmes, como respeito ao próximo, liberdade de expressão e cidadania.

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A Primavera dos Museus é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM. Para saber mais sobre a Primavera, clique no link: http://eventos.museus.gov.br/

10 Primavera dos Musesus

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