Prêmio Viva Leitura

Os ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) premiaram, na noite dessa quinta-feira (5), em Brasília, os vencedores e homenagearam os finalistas da 8ª edição do Prêmio VivaLeitura, que tem como objetivo estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências de incentivo à leitura no Brasil. Os quatro vencedores receberam premiação de R$ 25 mil.

Na categoria 1, chamada de Biblioteca Viva, o projeto vencedor foi o da Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, que fica na capital paraense. Intitulado Tornar visíveis os invisíveis, um desafio instigante, a parceria da biblioteca com o Centro Pop (um espaço de assistência social local) proporcionou paulatinamente a quebra de preconceitos e a abertura de atividades na área externa da biblioteca. Essas ações permitiram a ampliação do público que frequentava o local ao acolher, atender e integrar a população em situação de rua com a comunidade. Eles passaram a ter o contato com livros, revistas, jornais e incluíram a leitura em seu dia a dia.

A categoria 2, Escola Promotora de Leitura, premiou a ação da Escola Municipal de Ensino Fundamental Leocádia Felizardo Prestes, de Porto Alegre (RS), pelo projeto Pacto pela Leitura – Formação de Pais Leitores, coordenado pelas professoras Cláudia Sepé e Sandra Holleben. A partir de convites feitos pelas professoras e entregues pelos filhos, um grupo de pais começou a participar de encontros e perceberam o quanto poderiam agregar no desenvolvimento e na aprendizagem de seus filhos se lessem com eles e incluíssem a leitura como hábito e atividade a ser compartilhada entre os membros da família.

Na categoria 3, Territórios da Leitura, o prêmio foi para o projeto Literatura Cura, do Instituto Chamaeleon, de Brasília. Sob coordenação de Beatriz Schwab, eles usam a leitura como instrumento para ajudar no tratamento de crianças e adolescentes vítimas de abusos e violência sexual e de mulheres vítimas de violência doméstica. O estímulo vem por meio de leituras, oficinas de contação de histórias, produção de textos e criação de poesia, com acompanhamento de psicólogos e pedagogos.

Na categoria 4, Cidadão Promotor de Leitura, o projeto À Flor da Pele foi o vencedor. Coordenado pela escritora Marli Silveira, as detentas do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul (RS) descobriram, na produção de textos e na leitura, novas perspectivas e possibilidades de vida.

Os projetos Exposições Literárias Itinerantes de Minas Gerais; Brinquedoteca Pública Municipal de Sobral, do Ceará; Verdade Aberta, de São Paulo; Tear de Histórias, do Rio de Janeiro; e Kombina, do Rio Grande do Sul, ganharam a menção honrosa José Mindlim.

 

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