Últimos Posts

  • RELATÓRIO CONEXÃO AMANAJÉ – TUXAUA JULIANA BASSETTI

    0 comentários

    por: Thiago Skárnio (perfil desativado), em Quitandas no dia 17/02/2012

    OFICINA DE JORNALISMO CIDADÃO

      

      

    Laion Borges editando áudio

    Laion Borges editando áudio

     

    Laion Borges, do Programa Antonieta de Barros (PAB). O jovem cursa o terceiro ano do ensino médio e pensa em prestar vestibular para jornalismo. 

    Laiom redigindo texto. Juliana acompanha

    Laion redigindo texto. Juliana acompanha

     

    Laion rapidamente se apropriou da ferramenta de edição de áudio e busca se aperfeiçoar em textos noticiosos. 

    Ele já publicou textos aqui 

    http://conexaojk.blogspot.com/2011/09/crime-contra-casal-homossexual.html 

    Veja vídeo dele gravando locução  aqui 

    =============================== 

    Redes em Rede me debate no FST 2012 

    embedded by Embedded Video

    Confira a minha participação no Pós-TV da Fora do Eixo. O debate foi realizado durante o Fórum Social Temático (FST), Conexões Globais 2.0 em janeiro de 2012, na cidade Porto Alegre. Em debate, o Redes em Rede. Também participaram Renato Rovai (Revista Fórum) e Thiago Skárnio (Pontão Ganesha e Alquimídia).
    http://www.ustream.tv/recorded/20021941 

    Renato Rovai e Juliana Bassetti participam de debate no Pós-TV durante o Conexões Globais no FST 2012

    Renato Rovai e Juliana Bassetti participam de debate no Pós-TV durante o Conexões Globais no FST 2012

     

    =============================== 

    PRODUÇÃO DE CONTEÚDO DURANTE O III FÓRUM DE MÍDIA LIVRE, PORTO ALEGRE, 2012 

    Mídia alternativa e a “revolução” no Mundo Árabe
    http://www.overmundo.com.br/overblog/midia-alternativa-e-a-revolucao-no-mundo-arabe
    Por: Thiago Skárnio, LuZuê e Projeto Conexão Amanajé – Juliana Bassetti 

    A terceira edição do Fórum de Mídia Livre (FML), evento que aconteceu em Porto Alegre (RS), nos dias 27 e 28 de janeiro – paralelamente ao Fórum Social Temático (FST), foi repleta de discussões sobre o espaço da mídia no contexto das mobilizações globais por um mundo mais democrático, plural, participativo e sustentável. 

    Nos três eixos de discussão (que colocaram em questão o “Direito à Comunicação”, “A Apropriação Tecnológica e Redes” e “As Políticas Públicas”) ficou claro que os midialivristas e todas as suas formas de organização e expressão (blogs, redes sociais, comunicação comunitária, produção audiovisual, veículos alternativos, etc.) conquistam espaço e importância em todo o mundo. 

    Mas esse espaço e importância ficaram ainda mais marcantes durante o Painel Internacional “Mídia Alternativa na Palestina”, realizado às 11h00, no primeiro dia do FML. Tratava-se da exposição de impressões e realidades de pessoas que vivem em países nos quais a mídia e a comunicação são submetidas à vontade dos governos, cerceando o acesso à informação ou à pluralidade de ideias. 

    De acordo com Mohamed Leghtas, coordenador do portal da sociedade civil Magreb/Mackrek, uma situação diferenciada começou a surgir em 2007, quando o Fórum Social Mundial foi realizado no Quênia, e o Mundo Árabe se deu conta de que não usava a internet para comunicação. Representantes da Líbia, Palestina, Egito, Argélia e Iraque iniciaram um projeto de uso da rede como forma de comunicação alternativa, e o passo inicial foram oficinas de treinamento da comunidade local em uso de software livre, celulares e postagem de vídeos e fotos em plataformas como Facebook e YouTube. 

    “A situação política na região foi caracterizada pela falta de liberdade de expressão, de diálogo, e falar em novas tecnologias de comunicação foi uma maneira de ultrapassar o controle e a censura. Naquela ocasião, várias alternativas de mídias foram desenvolvidas”, lembrou Mohamed. Das rádios comunitárias à comunicação em rede, todas as alternativas foram utilizadas para dar início ao que Mohamed classifica como uma ‘revolução’. 

    Os resultados foram rápidos e eficientes, conforme as informações e dados listados por Mohamed. Desde que se iniciou esse processo, o número de usuários do Facebook triplicou (hoje são mais de 7 milhões de pessoas), e durante a revolução do Egito, 1,7 milhão discutiram o fato pelo site. “Muita network tem se realizado entre os movimentos sociais na região. São ferramentas para a luta. Sem armas AK-47, mas com Twitter e Facebook. A câmera é uma arma sem balas”, explica Leghtas, acrescentando que “estão ocorrendo muitas mudanças, mas não sabemos para qual direção apontam”. 

    Na opinião de Ahmad Jaradat, do Alternative Information Center, a mídia alternativa contribui com essas mudanças de comportamento nas esferas social e política, na medida em que disponibiliza olhares diferenciados aos fatos, e dão espaço para o que não é divulgado pelos veículos oficiais. “Em 1993 todos os jornais eram controlados antes de ser distribuídos, e hoje podemos falar do dois tipos de mídia: a oficial, que quer manter como tudo é, e a mídia alternativa, que quer a mudança”, afirmou. 

    Ahmad destaca, entretanto, que atualmente uma das ocupações da polícia tem sido controlar a mídia. “Muita gente foi presa em função do que publica em jornais e blogs”, informou. 

    Mas isso não diminui a atividade em rede, conforme apontou. O primeiro ministro da Palestina impôs uma política, e as pessoas, especialmente os jovens, estão se manifestando através do Facebook, principalmente contra a ocupação da Palestina e em relação à política salarial imposta pelo governo. Ahmad insite na importância política desse comportamento gerado pela comunicação em rede: “A questão não é simplesmente enviar informação às pessoas, mas estimular as reflexões a respeito da realidade”. 

    Nesse processo, os jovens têm papel fundamental. De acordo com a jornalista Baby Siqueira Abrão, corresponde do Brasil de Fato na Palestina e representante do Palestinian Center Peace and Democracy, isso acontece não apenas porque são usuários das comunicação via redes sociais, mas também por uma característica inerente à idade: “Os jovens não aceitam estar submetidos a partidos políticos. Eles querem seguir uma nova ideia, uma nova proposta”. 

    O Palestinian Center dá cursos de formação política para jovens da Cisjordânia, explorando temas como democracia e sociedade civil. Além disso, recebem treinamento na área de mídia. Ao final do curso, vários acabam criando seus próprios programas. Para muitos, esta é a única alternativa de aprendizado e espaço para discussão. “As vilas são muito simples, muçulmanas, vivem da agricultura. A universidade é cara e não existe ensino superior público. 

    Segundo a jornalista, há várias manifestações e disputas entre sociedade civil e governo que sequer chegam a ser noticiadas por aqui. “Não existe espaço no Brasil para notícias da Palestina. Só a mídia alternativa, como o Brasil de Fato, Carta Maior e outros poucos abrem espaço para o assunto. Mas graças à internet, o mundo toma conhecimento disso”, concluiu. 

    Assista um trecho dos debates no painel internacional do III FML em http://www.ustream.tv/recorded/20039688 

    III FML quer somar
    Na abertura do FML, destaque para a importância de se agregar movimentos sociais ao debate
    http://www.ciranda.net/auteur/pontao-ganesha 

    Texto: (Pontão Ganesha e Juliana Bassetti – Projeto Conexão Amanajé / Imagens: Coletivo Fora do Eixo) 

    Na mesa de abertura do III Fórum de Mídia Livre (FML), que aconteceu na manhã desta quinta-feira (27/01), em Porto Alegre, Rita Freire, da Ciranda da Comunicação, se aproveitou de um relato sobre o histórico do evento para destacar a importância do movimento como difusor dos debates a respeito da mídia e do direito ao acesso à comunicação em todo o mundo. “O primeiro FML aconteceu no Rio de Janeiro, em 2008, e reuniu ativistas de comunicação e outros movimentos preocupados com essa luta. Começava ali não apenas um diálogo sobre a mídia, mas também um processo para que os demais movimentos da sociedade também se apropriassem dessa discussão”, lembrou. 

    Para ela, o FML foi, na verdade, o leito de um processo de contribuições para o estabelecimento de agendas relacionadas a políticas públicas nas áreas da cultura e da mídia, inclusive a política de Pontos de Cultura. 

    Passados quase quatro anos daquele primeiro encontro, quando se buscava um diálogo com os governos para garantir direitos aos cidadãos, as colocações feitas no primeiro dia do FML evidenciam que houve progressos, mas também retrocessos, conforme explicou Rodrigo Savazoni, da Casa de Cultura Digital. “Se fizermos uma análise conjuntural, na troca de governo percebemos retrocessos, afinal, quando se pensa em política pública, o Estado precisa estar presente. No entanto, tivemos uma redução desse canal e também na qualidade do debate”, afirmou. 

    Opinião semelhante foi manifestada por Rachel Bragatto, dos coletivos Soylocoporti e Intervozes, que chamou atenção para uma questão que há tempos tem lugar garantido na pauta das discussões sobre o mídia e comunicação: o marco regulatório das comunicações. Para Rachel, essa definição é imprescindível. “Entidades e sociedade civil compartilharam a pauta do direito à comunicação, e é fundamental que seja garantida a variação de vozes, opiniões e cultura e o direito de veiculá-las também na grande mídia. Dependemos do governo para estabelecer esse marco”, acrescentou. 

    A ideia da mídia livre parece ter transbordado em si mesma. As discussões levantadas não se limitam a fronteiras geográficas. “Estávamos em Dakar no momento da queda das ditaduras árabes, em janeiro de 2011, e ali se pensou na realização do 2º FMML (Fórum Mundial de Mídia Livre) dentro da cúpula dos povos durante a conferencia da ONU sobre desenvolvimento sustentável, justiça climática e ambiental, na Rio + 20. Esperamos dar uma resposta aos países africanos que pediram para definir Mídia Livre”, lembrou Rita Freire. 

    Mas a importância da discussão não se resume a definições, e de acordo com Ivana Bentes, coordenadora do Pontão da ECO – UFRJ, uma das propostas a se levar para a Rio+20 é a de sair da discussão e usar a potência de mobilização e organização do ‘midialivrismo’. “A mídia é estruturante. Mais do que conceituar Mídia Livre, precisamos saber como podemos usar as ferramentas e como podemos agregar”, disse. 

    A estruturação da mídia também foi abordada por Marcelo Branco, coordenador do Conexões Globais, para quem as mídias sociais são, mais do que uma maneira de se fazer comunicação, uma nova forma de organização. “Os garotos na nova geração passam o dia discutindo na internet. E essa prática é muito importante, porque esse formato de mesa, palestra, não funciona. Nós abrimos oficinas online e as 250 vagas lotaram rapidamente”, exemplificou. Para Marcelo, iniciativas como as que aconteceram em Nova Iorque, com o movimento “Ocupa Wall Street”, são resultado desse processo, onde grandes corporações e movimentos sociais buscam um reposicionamento. “Existe essa novidade e precisamos nos aprofundar também nesse tema, nesse novo espaço de disputa”, opinou. 

    Há muito debate pela frente. “Precisamos nos reposicionar. Para discutir política pública, precisamos de uma análise de conjuntura que possa nos apontar a direção para onde vamos caminhar”, conclui Rodrigo Savazoni. 

    As discussões no III Fórum de Mídia Livre circulam ao redor de três eixos principais (direito à comunicação, apropriação tecnológica e políticas públicas), e prosseguem durante a tarde de sexta e todo o sábado (27 e 28/01), na Casa Mario Quintana, em Porto Alegre. 

    ============================== 

    Debate sobre políticas públicas de comunicação traz experiências do Brasil e da Argentina 

    Matéria produzida pelo Pontão Ganesha e Juliana Bassetti – Projeto Conexão Amanajé / Colaborou Michele Torinelli, do Coletivo Soylocoporti
     

    Judith Gerbaldo e Rosane Bertotti

    Judith Gerbaldo e Rosane Bertotti

     

    A primeira mesa do segundo dia de debates do III Fórum de Mídia Livre, na manhã deste sábado (28/01), teve como tema central as Mídias Livres e as Políticas Públicas. Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional para a Democratização da Comunicação (FNDC), falou da convergência para a criação da plataforma de democratização da comunicação, o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), traçado pelo governo Lula. 

    “Não chegamos a garantir que a banda larga seja pública e que a população tenha acesso. Não basta a informação; se não há acesso, a democracia não se estabelece”, considerou, afirmando que nesse sentido é necessário que haja resistência a propostas como o Projeto de Lei 84/99 – o AI5 Digital – e todas as demais iniciativas que não garantam à população acesso à informação e políticas públicas. 

    Em relação ao marco regulatório, Rosane chamou atenção para a pouca participação popular, que em sua opinião tem influência sobre o fato de o marco não passar de uma série de documentos. “Mas não é apenas vontade política. Precisamos apontar para onde queremos ir e atuar fortemente no marco regulatório”, insistiu, reafirmando a necessidade de que sejam garantidos não apenas a sustentabilidade e financiamento de rádios comunitárias e revistas produzidas pelas novas mídias, mas também a sustentabilidade do debate. 

    Rosane reforçou o discurso repetido desde os primeiros debates do Fórum de Mídia Livre, que em sua maioria defendem que o movimento midialivrista deve incorporar a luta de outros movimentos, como forma de convergir e reforçar o processo democrático. 

    Trata-se de um movimento que se replica rapidamente em países de diferentes línguas e culturas, mas que têm em comum a necessidade de tornar efetiva uma nova forma de fazer comunicação. 

    A argentina Judith Gerbaldo, integrante da Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (ALER), falou sobre o processo da elaboração da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual Argentina, promulgada em outubro de 2009. 

    Judith lembrou que a construção dos 21 pontos teve início em 2005, quando começaram a plantar essa ideia a partir de conversar com pessoas que estavam impulsionando novos modos de fazer comunicação. Os primeiros questionamentos foram sobre os meios vigentes e as políticas de comunicação existentes na Argentina. “Se eu tenho uma rádio com 30 Watts, a quem alcanço? A quem posso incomodar? Até onde as atuais leis permitem que os meios cresçam e se desenvolvam? Essas perguntas nortearam nossa busca por novas normas e por novos meios de se fazer comunicação”, relata. 

    Num segundo momento, com a organização dos meios alternativos, novas questões surgiram: “Queremos reproduzir a mídia hegemônica ou buscar outros modelos, outros valores? Porque esse pontos estão por detrás das políticas de comunicação. Temos que saber para quê servem a lei e o marco regulatório”. Em parceria com o Foro Argentino de Rádios Comunitárias (FARCO), reuniram mais de 300 entidades em torno dessa discussão. “Criamos os 21 pontos considerando a comunicação como um direito fundamental”, explica. 

    A partir daí, um amplo processo de discussão pública se abriu com campanhas puxadas pelas organizações sociais. “Foi histórico. Um ponto de encontro de setores populares com o meio político, que tomou essa demanda e a converteu em lei”, relembra Judith. Em 2008, com as eleições para presidente, ela explica que o processo avançou e conquistou o apoio da presidenta eleita, Cristina Kirchner, que se comprometeu a enviar o projeto de lei para o Congresso, aprovado no ano seguinte. 

    Porém, para ela, a conquista da lei foi um ponto de chegada para reiniciar a luta. Como a lei vai se aplicar, como serão definidas as frequências no espectro e a questão da digitalização dos meios são temas que ainda precisam ser mais debatidos. “Temos que seguir lutando e acompanhando esse processo. Estamos trabalhando também teatro, mecanismos de produção de cultura e possibilidades de construção conjunta, na tentativa de construir um mundo mais inclusivo”, relata. 

    E para os países que pretendem seguir os passos argentinos, Judith explica que não existe uma receita para superar as limitações, mas que é possível tornar realidade o que se imagina impensável. Ela acredita que um bom começo é acreditar na perspectiva da integração latino-americana, como forma de nos tornarmos menos dependentes dos Estados Unidos e Europa e de fortalecer o reconhecimento a nossa própria cidadania. 

    Essa matéria também foi publicada nos sites abaixo:
    AGÊNCIA ABRAÇO 

    http://www.agenciaabraco.org.br/debate-sobre-politicas-publicas-de-comunicacao-traz-experiencias-do-brasil-e-da-argentina 

    CIRANDA.NET 

    http://www.ciranda.net/porto-alegre-2012/article/debate-sobre-politicas-publicas-de 

    BLOG DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 

    http://fsm.colivre.net/2010/blog/debate-sobre-politicas-publicas-de-comunicacao-traz-experiencias-do-brasil-e-da-argentina 

    PONTÃO GANESHA 

    http://www.alquimidia.org/ganesha/index.php?mod=pagina&id=13022&grupo=24 

    =============================== 

    Na abertura do FML, destaque para a importância de se agregar movimentos sociais ao debate 

    Texto: Pontão Ganesha e Juliana Bassetti – Projeto Conexão Amanajé 

    Na mesa de abertura do III Fórum de Mídia Livre (FML), que aconteceu na manhã desta quinta-feira (27/01), em Porto Alegre, Rita Freire, da Ciranda da Comunicação, se aproveitou de um relato sobre o histórico do evento para destacar a importância do movimento como difusor dos debates a respeito da mídia e do direito ao acesso à comunicação em todo o mundo. “O primeiro FML aconteceu no Rio de Janeiro, em 2008, e reuniu ativistas de comunicação e outros movimentos preocupados com essa luta. Começava ali não apenas um diálogo sobre a mídia, mas também um processo para que os demais movimentos da sociedade também se apropriassem dessa discussão”, lembrou. 

     

    Para ela, o FML foi, na verdade, o leito de um processo de contribuições para o estabelecimento de agendas relacionadas a políticas públicas nas áreas da cultura e da mídia, inclusive a política de Pontos de Cultura.
    Passados quase quatro anos daquele primeiro encontro, quando se buscava um diálogo com os governos para garantir direitos aos cidadãos, as colocações feitas no primeiro dia do FML evidenciam que houve progressos, mas também retrocessos, conforme explicou Rodrigo Savazoni, da Casa de Cultura Digital. “Se fizermos uma análise conjuntural, na troca de governo percebemos retrocessos, afinal, quando se pensa em política pública, o Estado precisa estar presente. No entanto, tivemos uma redução desse canal e também na qualidade do debate”, afirmou. 

    Opinião semelhante foi manifestada por Rachel Bragatto, dos coletivos Soylocoporti e Intervozes, que chamou atenção para uma questão que há tempos tem lugar garantido na pauta das discussões sobre o mídia e comunicação: o marco regulatório das comunicações. Para Rachel, essa definição é imprescindível. “Entidades e sociedade civil compartilharam a pauta do direito à comunicação, e é fundamental que seja garantida a variação de vozes, opiniões e cultura e o direito de veiculá-las também na grande mídia. Dependemos do governo para estabelecer esse marco”, acrescentou. 

    A ideia da mídia livre parece ter transbordado em si mesma. As discussões levantadas não se limitam a fronteiras geográficas. “Estávamos em Dakar no momento da queda das ditaduras árabes, em janeiro de 2011, e ali se pensou na realização do 2º FMML (Fórum Mundial de Mídia Livre) dentro da cúpula dos povos durante a conferencia da ONU sobre desenvolvimento sustentável, justiça climática e ambiental, na Rio + 20. Esperamos dar uma resposta aos países africanos que pediram para definir Mídia Livre”, lembrou Rita Freire. 

    Mas a importância da discussão não se resume a definições, e de acordo com Ivana Bentes, coordenadora do Pontão da ECO – UFRJ, uma das propostas a se levar para a Rio+20 é a de sair da discussão e usar a potência de mobilização e organização do ‘midialivrismo’. “A mídia é estruturante. Mais do que conceituar Mídia Livre, precisamos saber como podemos usar as ferramentas e como podemos agregar”, disse. 

    A estruturação da mídia também foi abordada por Marcelo Branco, coordenador do Conexões Globais, para quem as mídias sociais são, mais do que uma maneira de se fazer comunicação, uma nova forma de organização. “Os garotos na nova geração passam o dia discutindo na internet. E essa prática é muito importante, porque esse formato de mesa, palestra, não funciona. Nós abrimos oficinas online e as 250 vagas lotaram rapidamente”, exemplificou. Para Marcelo, iniciativas como as que aconteceram em Nova Iorque, com o movimento “Ocupa Wall Street”, são resultado desse processo, onde grandes corporações e movimentos sociais buscam um reposicionamento. “Existe essa novidade e precisamos nos aprofundar também nesse tema, nesse novo espaço de disputa”, opinou. 

    Há muito debate pela frente. “Precisamos nos reposicionar. Para discutir política pública, precisamos de uma análise de conjuntura que possa nos apontar a direção para onde vamos caminhar”, conclui Rodrigo Savazoni. 

    As discussões no III Fórum de Mídia Livre circulam ao redor de três eixos principais (direito à comunicação, apropriação tecnológica e políticas públicas), e prosseguem durante a tarde de sexta e todo o sábado (27 e 28/01), na Casa Mario Quintana, em Porto Alegre. 

    http://ganesha.org.br/index.php?mod=pagina&id=13019&grupo=24 


     

    ======================================== 

    PROGRAMA RADIALÍSTICO “BOM DIA CIDADÃO”
    Os Pontos de Cultura, juntamente com outras entidades sem fins lucrativos ganharam um espaço de entrevistas no programa “Bom Dia Cidadão”, veiculado pela Rádio AL Online, a radio da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. O programa foi a ao ar entre abril e agosto de 2011, diariamente, sempre às 8h da manhã. No total, foram gravados mais de 60 programas. Todos eram disponibilizados para download.
    A Associação 3K-Xolas, da cidade de Maravilha, publicou em seu blog a notícia de que foi pauta do programa (leia clicando aqui) 

    O entrevistado Jone Schuster agradeceu no blog da entidade a oportunidade: “De acordo com Jone Schuster, a oportunidade dada pela jornalista Juliana Bassetti – que foi quem o procurou para apresentar a entidade maravilhense ao estado – serviu para divulgar e tornar forte o nome da Associação 3’K-Xolas como promotora e defensora da Cultura na região Oeste” 

    Com o fim do programa, em agosto de 2008, por motivos desconhecidos, os programas foram retirados do site da Rádio AL Online. Por sorte, muitos deles ainda estavam salvos no computador usado para a edição do programa. Parte deles estão agora publicados abaixo: 

    ONG Verde Vida – Chapecó 

    Abadeus – Criciúma (Ponto de Cultura) 

    Associação Cultura Matakiterani – Lages (Ponto de Cultura) 

    Pescadores de Sonhos/ Baiacú de Alguém – Florianópolis (Ponto de Cultura) 

    Encontro de Cineclubes Catarinenses 

    Açor Sul – Sombrio (Ponto de Cultura) 

    8ª Semana do Autor Chapecoense. Fundação Cultural de Chapecó 

    Difusão dos Tambores Japoneses – Joinville (Ponto de Cultura) 

    Festival Cultural de Inverno de Pomerode 

    Instituto Judô para Todos – Florianópolis 

    Projeto Casa José – Florianópolis 

    Reciblu – Cooperativa de Reciclagem – Blumenau 

    33º Encontro Regional do Núcleo de Estudos Museológico da UFSC – Itajaí 

    Biblioteca Livre do Campeche (Bilica) – Florianópolis 

    Museu Comunitário Engenho do Sertão – Bombinhas (Ponto de Cultura) 

    Grupo de Dança Folcórica Belli Balli – Blumenau (Ponto de Cultura) 

    Grupo Africatarina – Florianópolis  

    OMDA – Organização para o Movimento e o Desporto Adaptado – Grande Florianópolis  

    Associação 3’K-Xolas de Profissionais da Cultura – Maravilha
    ================================= 

    GLOSSÁRIO PARA TWITTER

    Fulano te retuitou e ainda disse pra você olha a DM que ele te mandou??? Se você entrou há pouco tempo no Twitter e está boiando nessas novas “gírias”, saiba o que significa algumas expressões comuns entre usuários do Twitter. 

    Glossário dos principais comandos

    Seguir: botão para começar a seguir alguém. 

    Deixar de seguir: botão para parar de seguir. 

    Responder: botão para responder alguém. 

    Tweet ou tuíte: Ou seja, tudo que é escrito em 140 caracteres. 

    Retweet ou RT ou retuíte. É retuitar, encaminhar aos seus seguidores o tweet de outrem, seja porque você concordou ou quer criticar. Se você der RT sem cometários, é porque concorda. Se discorda, é deve colocar sua opinião na frente. 

    Ex.: Lamentável! RT @juba7 Voltei a fumar. 

    Mensagens Diretas – Direct Message (DM): mensagem direta, privada. Só recebe a pessoa que você mandou. 

    Usar o botão de Direct Message 

    #Descobrir: lista os principais assuntos do momento e permite buscar assuntos por palavra 

    @Conectar: últimos contatos feitos na sua conta 

    Timeline: linha do tempo. Onde você recebe os tweets de todos aqueles que você segue. 

    Edit Profile: local para editar o seu perfil 

    Bio: “biografia”. Local destinado à descrição, em 160 caracteres, sobre você. Adicionar no Configurações – Perfil 

    Seguidores – Followers: seguidores. Indica o número de pessoas que te seguem. 

    Seguindo – Following: indica o número de pessoas que você segue. 

    Bloquear e Denunciar: bloquear um seguidor ou marcar como Spam 

    Desbloquear: desbloquear um seguidor 

    Avatar: foto do perfil. Adicionar o “Edit Profile” 

    Listas: lista de categorias criadas por você ou nas quais você foi incluído com as pessoas que tem a ver com as categorias criadas 

    Hashtag ou #: mecanismo para rotular um assunto. Isso facilita a busca por um assunto em comum. 

    Tag: o mesmo que rótulo 

    Nickname: apelido Ex.: @juba7 No twitter, quanto menos, melhor, pois restam mais espaço para escrever nos 140 caracteres. 

    Twitter baleiando: É que o Twitter está trabalhando acima da capacidade dele e não, muita gente tentando entrara, e ele não consegue acessar sua conta. Nessa hora aparece uma baleia na tela, por isso “baleiando”. 

    O que não fazer via Twitter 

    Bater papo 

    Escrever texto longo em vários tweets (use um blog) porque quem segue muitas se pessoas se perde. 

    Retuitar tudo que falam de você (soa ególatra) e te faz perder seguidores 

    =============================== 

    CPI DO ECAD ANALISA ATIVIDADES DA INSTITUIÇÃO EM SC 

    CPI do ECAD

    CPI do ECAD

     

    16/11/2011 12:43 

    Por: JULIANA BASSETTI 

    Ouça a matéria clicando aqui 

    A CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, que está investigando as atividades do Escritório Central de Arrecadação de Direitos, o Ecad, realizou na manhã desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, uma audiência pública com depoimentos de instituições ligadas aos músicos, rádios comunitárias e especialistas sobre o recolhimento das taxas referentes aos direitos autorais dos artistas. A CPI foi aberta no Senado por conta de denúncias de que as taxas do ECAD são cobradas sem critérios de transparência, nem há distribuição dos recursos arrecadados. Muitos músicos alegam nunca ter recebido o repasse do ECAD. De acordo com dados da própria instituição, até outubro deste ano, só em Santa Catarina, foram arrecadados R$ 14 milhões de reais. Giselle Pinto da Luz, gerente do ECAD em Santa Catarina, disse que entidade tem o objetivo de assegurar a propriedade intelectual dos cantores e compositores. 

    Entidades como a Associação Coral de Florianópolis e a ABRAÇO, a Associação Brasileira de Rádiodifusão Comunitária, são contra a cobrança de taxas das entidades sem fins lucrativos. João Carlos Santin, Coordenador Jurídico da ABRAÇO Nacional, conta que o ECAD recolhe cerca de R$ 300 reais mensais das 60 rádios comunitárias filiadas à entidade. 

    O músico e representante da Abramus, Associação Brasileira de Música e Artes, Moriel da Costa, relata que falta informação por parte dos compositores e que muitos têm direitos retidos no ECAD, mas que é preciso se filiar para receber o repasse e conferir os demonstrativos. 

    O presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), explica que os relatos são importantes para o relatório final e uma possível revisão da lei que regulamenta os direitos autorais no Brasil. 

    A deputada Angela Albino (PCdoB), solicitante da reunião, disse que vai propor uma audiência pública para debater o tema em nível estadual. 

    ===================================== 

    RÁDIOS COMUNITÁRIAS MOBILIZADAS 

    Leitura das reivindicações da Abraço/SC durante audiência pública do orçamento regionalizado em Tubarão

    Leitura das reivindicações da Abraço/SC durante audiência pública do orçamento regionalizado em Tubarão

     

    Matéria em áudio: Juliana Bassetti. Ouça clicando aqui 

    Texto: Aline Nandi 

    Durante a 4ª Audiência Pública do Orçamento Regionalizado o Presidente da Comissão de Finanças e Tributação e Relator do Orçamento Regionalizado, deputado Gilmar Knaesel (PSDB), atendeu a ABRAÇO-Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária representada no ato por radialistas e diretores das rádios atuantes no movimento. Na oportunidade foi apresentada a proposta de inclusão das Associações de radiodifusão comunitária nas campanhas e na divulgação dos atos institucionais do governo de Santa Catarina. Knaesel se comprometeu com estudo das possibilidades para concretização da demanda. 

    =============================== 

    Clique na imagem para visualizar o blog do projeto Conexão Amanajé. 

  • Relatório Final

    0 comentários

    por: cleberbio, em A Arte de dar nó no dia 31/01/2012

    Segue o linque para o Relatório Final do Prêmio Tuxáua 2009 do proponente Cleber Rocha Chiquinho:

    RELATÓRIO FINAL – PRÊMIO TUXÁUA 2009 – CLEBER ROCHA CHIQUINHO

    Abraços

    Cleber

  • 0 comentários

    por: roque, em Quitandas no dia 06/10/2011

  • II RELATÓRIO DO PROJETO ÈKÓ GBAJÉ – MULTIPLICANDO SABEDORIA

    0 comentários

    por: Maria da Solidade Sousa França, em Èkó Gbajé no dia 05/10/2011

    O Projeto Èkó Gbajé – Multiplicando Sabedoria financiado pelo Ministério da Cultura através da Secretaria de Cidadania Cultural com o Prêmio Tuxáua Cultura Viva 2009, vem por meio desta postagem divulgar o seu segundo relatório, este material conclusivo do projeto dispõe de informações sobre as atividades realizadas em sua segunda etapa e respectivamente os resultados obtidos.
    Junto ao relatório o projeto também lança a Série REGISTROS, trata-se de três vídeos arte realizados no decorrer dos anos de 2010/2011 que retratam três momento de grande relevância e que foram muito importantes para o projeto. Segue o link da página do Baque Èkó Gbajé no Youtube para vizualização dos vídeos: :http://www.youtube.com/user/baqueekogbaje































  • 0 comentários

    por: cleberbio, em A Arte de dar nó no dia 06/07/2010

    Segue os linques para os documentos referentes ao relatório do Prêmio Tuxáua 2009:

    Relatório parcial – Prêmio Tuxáua – Cleber Rocha Chiquinho

    Anexo 1 – Prêmio Tuxáua – Cleber Rocha Chiquinho

    Abraços

    Cleber

  • Premiados Tuxáuas Pelo Brasil

    0 comentários

    por: ricardo ruiz, em Quitandas no dia 21/06/2010

    As imagens são de felipe.

    Tags: , ,

  • Relatório Projeto Èkó Gbajé – Multiplicando Sabedoria

    0 comentários

    por: Maria da Solidade Sousa França, em Èkó Gbajé no dia 18/06/2010

    Após cinco meses de atividades o Projeto Èkó Gbajé – Multiplicando Sabedoria, financiado pelo Ministério da Cultura (MinC) através do prêmio Tuxáua Cultura Viva 2009 divulga o relatório da primeira etapa do projeto, que foi realizado no Ilê Axé Oxalá Talabi.

    Para vizualizar o relatório em arquivo PDF acesse o link do Google Docs http://docs.google.com/fileview?id=0BwZaw-fSjqoIODRlNmE5YzgtNzFmOS00OTA5LWI1ZGQtZWUxM2VmN2ZmODU2&hl=pt_BR

  • Banco de Esporos – Ação Tuxáua

    6 comentários

    por: joeser alvarez, em Quitandas no dia 01/06/2010

    Esse post é uma tentativa de continuar a discussão q começou na lista mas empacou.

    A proposta é de construção coletiva, se n/ rolar, tudo bem, parto pro individual, blz?

    Quando da 1ª convocatória do jogos br, propus um argumento p/ game intitulado “Banco de Idéias” q funcionaria na base da generosidade intelectual, conteúdos livres, ou apenas conceitos. O argumento n/ foi adiante como projeto e a coisa ficou por aí. Posteriormente, c/ a criação do site do overmundo, a seção Banco de Cultura, me pareceu algo muito próximo daquilo q tinha imaginado.

    O lance é o seguinte: o Skárnio vive disponibilizando links pra gnt baixar conteúdos livres ou disponíveis, eu cá tenho os meus q tb disponibilizo, não só aqui mas tb no overmundo, Ruiz e outros tb.

    Ideal seria reunirmos esses links e/ou arquivos , fundando um “Banco de Esporos” baseado na generosidade intelectual, etc, mais ou menos nos moldes do banco de cultura do overmundo, e começar a usar e divulgar  como um “site specific” como Ação Tuxáua de economia criativa…

    Quem topa essa parada?

  • Relatório Tuxaua – Joesér Alvarez

    0 comentários

    por: joeser alvarez, em Quitandas no dia 01/06/2010

    http://culturadigital.br/joeseralvarez/

  • Sacrários Abertos; Reconhecimento e identificação das “Recomendação de Almas” do Estado de Santa Catarina .

    0 comentários

    por: adilson freitas, em Quitandas, Sacrários aberto no dia 01/06/2010

    /Uma incelência minha Virgem do Rosário/

    /Do fruto e do ventre se fez o sacrário/

    /Sacrários abertos, saiu o Senhor fora/

    /Recomendando as alma, mandando pela Glória/

                                                                          APRESENTAÇÃO:

    Morro da Cruz

    De assim se desenrola a Recomenda, uma procissão, uma obrigação, um ato de fé. Os rezadores, a comunidade e o Capelão se reúnem, e consigo suas memórias. Podemos afirmar que o ritual da Recomendação das Almas apresenta-se como espaço para espiritualidade, mas também como espaço para o lazer, para estabelecer novos laços de sociabilidade e solidariedade ou fortalecer os já existentes, reforço dos valores hierárquicos e de gênero e até formas de ostentação. É espaço, também, para contato com almas de parentes e conhecidos, estabelecimento de alianças com festas, com santos, entre eles, o Monge “São” João Maria e com Deus. Este contato ocorre sob o controle do ritual, mas é possibilitado pela intermediação das lideranças laicas, que possuem o conhecimento necessário para tal. Ela acontece apenas no período na “Coresma”, nas quartas e sextas-feiras, em especial na Semana Santa, é sugerida, organizada e executada pelas comunidades que detém esse saber, sem participação de figura religiosa oficial. No entanto, por vezes a Recomenda de Almas não sai, e a justificativa para a não realização do ritual nunca está na vontade dos sujeitos, mas na falta do Capelão ou de alguém que se sinta capacitado para coordenar o ritual.

    Nesse contexto ela carece do reencontro de seus fazedores nos espaços simbólico e social; e a constituição de uma estratégia para sua conservação e criação de pontes com o futuro.

                                                                            MISSÃO:

    Cruz do Morro

    Identificar e Reconhecer através da construção de uma estratégia para conservação e criação de pontes com o futuro dos praticantes e grupos de Recomendadores de Alma do Estado de Santa Catarina.

                                                                          PRIMEIROS CONTATOS:

     
     

    Fé na Cultura...

    O contato com os grupos de Recomendadores de Alma ocorreu em diferentes níveis de interação, de acordo com a intimidade que havia entre as partes envolvidas. Tínhamos pelo menos três tipos de situação: grupos de contato pessoal, grupos de contato telefônico e grupos desconhecidos. Em todos os casos o principal meio de comunicação foi o telefone.

                Nos grupos de contato pessoal havia maior facilidade de aproximação, uma vez que já havíamos visitado essas comunidades antes da realização do projeto e um simples telefonema era suficiente para o agendamento de visita e a apresentação do projeto.

                Nos grupos de contato telefônico, encontramos uma dificuldade natural em termos de credibilidade, ou seja, que os grupos acreditassem que a proposta era séria e comprometida com suas práticas culturais. Como forma de contornar essa desconfiança, cada contato telefônico era precedido do anúncio da fonte da informação, fonte essa que gozava de credibilidade e confiança junto às comunidades.

                Os grupos desconhecidos foram identificados em visitas aos grupos conhecidos, e até mesmo anunciados nos contatos telefônicos para agendamento das visitas. A constatação que havia mais praticantes da recomenda do que inicialmente havíamos previsto no projeto não chega a surpreender dado o status marginal que essa prática possui no estado, pelo contrário, corrobora a tese de que a identificação e o reconhecimento social dessas pessoas pode ser a chave da continuidade dessa tradição popular. 

                Finalizada a fase de agendamento de visitas, chegou o momento de estar em campo encontrando os grupos no seu lugar de origem, as comunidades a qual eles pertencem.  

                                                                          ABRANGÊNCIA:

    De Lages em diante...

    Pra lá de Lages....

    Grupos de Recomendares de Alma, Mestres Rezadores, Curandeiros, Benzedores e Benzedeiras e outros Sábios da Cultura, envolvidos de alguma maneira com a prática da Recomendação das Almas no Estado de Santa Catarina, nas seguintes cidades e comunidades:

    a)      São José do Cerrito:

    Grupo de Recomendadores do Carú – Centro da cidade.

    Grupo de Recomendadores da Toca da Onça – Comunidade Toca da Onça

    b)      Campo Belo do Sul: 

    Grupo de Recomendadores e praticantes da Oração dos 25 de março – Comunidades do Morro Agudo e Morro do Chapéu.

    c)      Taquaruçu:

    Grupo de Recomendadores Renascença Cabocla. Comunidade de Taquaruçu

    d)     Ponte Alta do Norte:

    Grupo de Recomendadores do assentamento de Sem Terras. Assentamento Terra Livre

    e)      Rio Rufino:

    Grupo de Recomendadores Canto dos Morenos – Comunidade do Espírito Santo

    f)       José Boiteux:

    Grupo de Recomendadores Comunidades Cafuza – Comunidade Cafuza

    g)      Lages:

    Grupo de Recomendadores Família do Tio Luis – Bairro Caroba

                                                                        O ENCONTRO COM OS GRUPOS:

    muita emoção....

    O encontro presencial com os grupos se deu no período Quaresma, momento que a Recomenda é realizado e reune seus praticantes, o objetivo foi visitar o maior numero de Grupos de Recomenda, focado no registro de áudio, no intuito de perceber como cada grupo entoa as orações cantadas. Também obtivemos belas surpresas ao entrar em contato com ritual da recomenda onde compartilharemos nos relatos abaixo transcritos:

                                                                                    Origens da Recomenda:

                              (Extraído do relato de campo De Adilson Freitas, Campo Belo do Sul dia 19/03/2010)

    tio Nino com copo

    Conta Seu Nino, que um homi saiu cá muié do irmão, e caíram no desfrute, esse homi se arrependeu, então resolveu se confessar com o Monge São João Maria que andava pela aquela região em peregrinação.

    E assim ele fez, contou seu o pecado e seu arrependimento e o Monge João Maria falou:

    – Que praquele pecado não havia perdão, mas que ele saísse na Coresma, nas quarta e nas sexta e principalmente na Sexta Feira maior a Sexta da Paixão, Recomendá Alma, e fizesse isso, durante sete anos seguidos, e assim quem sabe na hora de sua morte o seu fardo fosse aliviado. O homi cumpriu os sete anos, quando morreu não se sabe se recebeu o perdão, pois quem morre não volta pra conta, mas que até hoje se faz Recomenda isso se faz, ela é penitência… 

                                                                                       O Sentido da Recomenda:

                               (Extraído do relato de campo de Adilson Freitas, Rio Rufino 07/03/2010)

    Vela do Terço....

    Ao chegar lá fomos surpreendidos, o motivo foi o falecimento de uma pessoa da comunidade dos Moreno, uma das mais antiga  conhecida popularmente como “Tia Tonha”, segundo populares era a mãe de todos, ela fazia parte do grupo de Recomendadores e simbolicamente é a Recomenda que vai se (urtimando) ultimando. Perante essa circunstância vivenciamos outra forma de Recomenda, ainda não presenciada, aquela realizada com o morto presente. O encontro de oração parou para missa de corpo presente, onde se viu a mescla ou sincretismo entre a Recomenda e a Igreja Institucional.

    Importante observação foi a incorporação do canto dos Moreno com os ritos do Catolicismo Institucional, exemplo disso foi o momento que o padre pediu para os Morenos cantassem para Tia Tonha. Foram duas orações entoadas na missa de corpo presente. O momento mais emocionante foi da despedida, eles cantaram propiciando a mim outra visão sobre o próprio rito, e o entendimento da Recomendação das Almas como ato de despedir-se do morto cantando à vida.

     Sendo assim, poderíamos poetizar essa experiência dizendo que o sentido e a vida da recomenda é a morte. Talvez para Tia Tonha a Recomenda se “urtimô”, mas para aqueles conhecidos dela, companheiros de recomenda, ela voltou a ter sentido. Mais uma vez com emoção, agradeço a experiência ao meu padrinho e nosso Monge João Maria D’Agostinho Jordão nos alumie….

                                                                                    Espaço de prosa e descoberta;

                            (Extraído do relato de campo de Kellen Demeneck, São José Cerrito, 02/04/2010 ) 

    Prosiando...

    Assim que chegamos seu Tatão disse vá lá dentro e fique com as mulheres! Assistimos TV e logo começamos a comer milho verde, uma delícia, e pinhão cozido.

    Durante esse tempo na cozinha a mulher do seu Tatão disse: que ela gostaria de ir e que seu Tatão disse que levava ela, mas que depois que a filha havia falecido em acidente de trânsito não tinha mais vontade de sair de casa.

    Quando estávamos saindo ainda perguntei: Vamos? Mas ela disse ano que vem tem que cuidar da velhinha. E saímos para Recomenda.

                                                                                          A Tradição que se afirma:

                                                  (Extraído do relato de campo de Adilson Freitas, 31/03/2010).

     
     

    A Pinga na Recomenda....

    A Recomenda foi puxada pelo grupo de Recomendadores de Taquaruçu que se denomina Renascença Cabocla, isto se dá pelos integrantes se considerarem caboclos, filhos da Guerra do Contestado. Sobre o grupo a surpresa foi ver a vivacidade, aglutinando diferentes idades e gerações, todos preocupados com continuidade do rito.

    Outra surpresa foi ver que o Capelão ou responsável maior, liderança do grupo, era uma mulher, Dona Alzira, que compôs o terno de rezadores com sua filha e sua neta reunindo três gerações.

    Ela comentou que o grupo deles é bom, porém seria muito bom se cantasse com mais vozes masculinas, porque assim ela não teria que fazer tanto esforço. Concluiu dizendo que “fica mais bonito, quando se tem voz masculina fica mais forte”.

                                                           Vamos se despedindo da Coresma até o ano que vem…

                                                            (Extraído do relato de Gilson de Máximo, 02/04/2010 ).

    Muita fé...

    Ao terminar a Recomenda vi um gesto novo iniciado pelo André, filho da falecido Seu Picão, o Capelão de Campo Belo do Sul: cada um que recomendou almas foi orientado a deixar uma cruz aos pés da igreja, feita de graveto, grama, qualquer coisa, e assim todos fizemos e indo embora com a certeza do dever cumprido.

    Um traço marcante nessa recomenda do Campo Belo foi seu caráter penitencial. Vários fazedores usaram esse termo e enxergavam o rito dessa maneira, uma penitência pela remissão dos pecados numa espécie de confissão coletiva, onde os silêncios entre as rezas se faziam ouvir nos gestos daqueles homens simples e cheio de fé, que na rudeza de seu rito renovavam sua crença numa vida melhor.

                                                                                                         REALIZAÇÕES:

    Dona Alzira

    Reconhecimento e Autoconhecimento da Recomendação das Almas:

    1. 08 Grupos de Recomendação das Almas reconhecidos, por meio de relatos de campo, áudios e vídeos;
    2. 07 Grupos de Recomendação das Almas visitados durante a Quaresma;
    3. 03 Grupos de Recomendação das Almas antes desconhecidos, hoje identificados;
    4. Início da formação da rede de Grupos de Recomendação das Almas: 07 autoconhecimentos: Grupos de Recomendação das Almas que não sabiam da existência dos demais.  

     

    Criação de condições e espaços de fruição da Recomendação das Almas:

    1. Espaços virtuais: blog sobre o projeto como repositório de imagem, áudio e vídeo da prática;
    2. Perspectiva de retorno as comunidades, focado na entrevista formal e repetição de partes do ritual;

     

    Solidificação da pesquisa de Recomendação das Almas:

    1. 08 Grupos de Recomendação das Almas identificados e reconhecidos;
    2. 07 Registros em áudio dos Grupos de Recomendação das Almas;
    3. 07 Visitas em campo a Grupos de Recomendação das Almas.

     Audios da Recomenda:

    1-Me despeso da Coresma

    2-Santa

                                                                                                   Ponto de Cultura:

     
     

    CULTURA POPULAR NO RUMO DE JOÃO MARIA