sábado, 26 de maio de 2012

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Chá de Lírio Temático:Roda de Convivência e Cultura de Paz

Realização no dia 7 de junho do chá de Lírio temático na Convivência e Cultura de Paz.  O Chá de Lírio é uma das atividades mais tradicionais do Ponto de Cultura É de Lei, é um bate-papo descontraído para todos colocarem suas idéias livremente sobre diversos assuntos, foi um momento de interação e compartilhamento sobre diversos temas de convivência e cultura de paz.

O Ponto É de Lei, trabalha com a redução de danos sociais e à saúde associados ao uso de drogas, o seu público alvo é a população em situação de rua.

O diálogo na roda, passou por temas desde as guerras mundiais, a desigualdade sociocultural em São Paulo, a diplomacia, os espaços de convivência, situações limite como o nazismo, intolerância a diversidade sexual, relacionamentos interpessoais, referenciais de paz como Gandhi, educação para a paz, entre outros temas. Os participantes da roda apontaram caminhos para a não violência a partir do auto-domínio, tolerância, respeito mútuo e dignidade humana.
Nessa vivencia participativa através do dialogo, aproximamos mais as pessoas, o território e as idéias de não violência, visando a construção da cidadania e a defesa dos Direitos Humanos.

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ATO PELA CULTURA VIVA

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No dia 30 de maio, mais de mil pessoas participaram do Ato pela Cultura Viva, em São Paulo. O ato iniciou com um grande cortejo cultural e teve a participação de vários Pontos de Cultura de todo o Brasil e contou também com a participação de artistas como Iara Rennó, Aliado G, Caju e Castanha, entre outros.

O Ato foi em prol da Cultura Viva, da cultura que existe e pulsa em cada um de nós, das diversas culturas que existem em nosso país, valorizando as variadas manifestações culturais, reconhecendo a cultura em toda a sua complexidade, desde as que ocorrem nas grandes cidades, em favelas e periferias, até as que se encontram em pequenos municípios, ou em aldeias indígenas, assentamentos rurais, comunidades quilombolas e universidades. A proposta era a manifestação pela garantia do reconhecimento do poder público dessa Cultura Viva, na luta para que ela se torne uma política pública permanente, de Estado.

A Cultura Viva teve amplamente seus direitos garantidos pelo do poder público em 2004, quando o Ministério da Cultura, por meio de Célio Turino, ex-secretário da Cidadania Cultural (antiga Secretária de Programas e Projetos Culturais), idealizou e geriu o Programa Cultura Viva. O Programa Cultura Viva incentiva, preserva e promove à diversidade cultural brasileira. Neste programa, o governo, ao invés de impor as ações e condutas locais, estimula a criatividade e potencializa o que já existe na localidade. A cultura assume, assim, a sua própria dinâmica, autônoma, e também sendo fator determinante na economia, a exemplo do comércio justo, colaborativo e da economia solidária.


Atualmente são mais de 3.000 Pontos de Cultura, espaços culturais da sociedade civil, distribuídos por todo o território nacional, onde cada Ponto recebe recursos para continuar a potencializar os trabalhos que já desenvolvem. Não há um modelo único de Ponto de Cultura, eles são diversos, cada um deles tem sua identidade própria, ao mesmo tempo que se constitui em rede, se reconhecendo em espelhos, não como fundamentalismo, mas como reconhecimento da identidade dos grupos e indivíduos que pertencem à essa mesma rede. Cada Ponto é autônomo, empoderador e protagonista da sua realidade.

O Programa Cultura Viva procura desconstruir o papel do Estado, criando novos sentidos para a relação Estado e sociedade, e aí encontramos uma distinção desse programa, uma nova forma de fazer política, pois a gestão é descentralizada em forma de rede com a sociedade civil. Por valorizar as demandas produtivas de parcelas da população que não eram contempladas em outras formas de investimento, a Cultura Viva, ao incorporar esses novos atores que reconhecidamente despertam para um novo formato de execução e disseminação de sua produção cultural, criou um ambiente que aproximou os atores do Estado e de seu funcionamento.

Antes do Programa Cultura Viva, a política cultural predominante no Brasil era uma política cultural neoliberal, que tendia a privatizar as instituições públicas deixando a cultura de lado, sob a responsabilidade de empresários, onde a cultura só é identificada nos eventos de grande massa, só consagrando as artes e manifestações desenvolvidas pela grande mídia. Dessa forma, estabeleceu-se um clientelismo individual ou das corporações artísticas que viam no Estado a perspectiva do grande balcão de subsídios e de patrocínios financeiros.

Em face desse conjunto de práticas – a experiência do programa Cultura Viva –, realizou-se na contracorrente, como crítica do estabelecido e proposta de inovação.

No Programa Cultura Viva vemos efetivamente uma dimensão pública da cultura, o Estado estimula a criação cultural da sociedade, a cultura é pensada como direito dos cidadãos e a política cultural como cidadania cultural. Em outras palavras, desde o seu início, a sua política cultural visava também uma nova cultura política.

Todos nós coletivamente inventamos símbolos, valores, idéias e comportamentos, portanto todos nós somos indivíduos e grupos culturais, somos sujeitos culturais e queremos que cada vez mais as ações culturais das comunidades, dos movimentos sociais e populares sejam reconhecidos pelo poder público.

Considerando, portanto, a cultura como direito de cidadania e dever do estado, e a cidadania cultural como direito de todos, queremos que os nossos direitos sejam mantidos independentemente da política de um determinado governo. Queremos que o direito de acesso e de fruição dos bens culturais por meio dos serviços públicos de cultura sejam mantidos! Queremos que o direito à participação nas decisões públicas sobre a cultura, assim como no direito à criação cultural que a Cultura Viva promove – onde indivíduos, grupos e classes sociais se reconhecem como sujeitos de sua própria história e, portanto, como sujeitos culturais –, seja mantido e ampliado!

Tendo em vista que o exercício do direito à cultura aprofunda e consolida a democracia brasileira, que é dever do Estado oferecer meios e condições para o livre exercício de todas as diferentes expressões simbólicas e manifestações estéticas brasileiras, e que o Estado deve incentivar a produção de bens culturais e conhecimento, proteger o patrimônio cultural material e imaterial brasileiro; precisamos garantir efetivamente via marcos legais que o Estado cumpra seu papel, e assegure a Cultura Viva.

A sociedade civil organizada está elaborando o projeto de lei da Cultura Viva, um projeto de iniciativa popular, que estará em breve em consulta pública. Enquanto o projeto de lei é construído, o movimento dos Pontos de Cultura criou uma página na internet com o Manifesto pela Cultura Viva, junto com um abaixo assinado pela Cultura Viva, para já colherem assinatura de quem apóia esta causa, o link é: www.culturaviva.org.br.

Esse canal de participação popular, da auto-organização da sociedade cria um sentimento e a prática da cidadania participativa, por isso o ato foi também por uma nova cultura política! Trata-se também de estimular novas formas de fazer política, de a população ter cada vez mais consciência do poder que tem na concretização de ações capazes de promover mudanças concretas e significativas no cenário atual.

A política é um sistema de relações de poder entre as pessoas na qual temos a responsabilidade e o poder para transformar a realidade em nossa volta. Nesse movimento na busca da garantia da Cultura Viva por uma lei de iniciativa popular, vemos uma nova forma de política, onde assim como no programa Cultura Viva, é de baixo para cima que a política é construída, e isso é uma condição essencial para a participação no processo de formulação de políticas públicas plurais e afirmativas, efetivando o potencial de transformação da sociedade pela Cultura.

Vídeo CUCA: Viva a Cultura Viva http://videolog.uol.com.br/video.php?id=546517


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Reunião prévia Pró-Cultura – no Pólis


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Enlaces Solidarios

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II Conferência Nacional de Cultura

Participação e mobilização na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), ocorrida na cidade de Brasília-DF, no período de 11 a 14 de março de 2010.

Das 32 prioridades escolhidas pela Plenária Final, foram aprovadas 3 propostas que envolvem o Programa Cultura Viva.

A proposta mais votada foi a consolidação, implementação e institucionalização do Sistema Nacional de Cultura (SNC), com 754 votos de um total de 851 delegados. Em seguida, com 600 votos, a proposta que propõe o marco legal para os Pontos de Cultura, a institucionalização do Programa Cultura Viva, foi aprovada. A terceira proposta aprovada e que também envolve o marco legal foi a Lei Griô Nacional.

Houve uma moção de apoio ao Programa Cultura Viva que teve aprovação unanime pela plenária!

Segue as 3 propostas aprovadas.

SUB – EIXO: 1.3 – Cultura, Educação e Criatividade

36 – Instituir a lei Griô, que estabelece uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro, por meio do reconhecimento político, econômico e sociocultural dos Grios Mestres e Mestras da tradição oral, acompanhado por uma proposta de um programa nacional, a ser instituído, regulamentado e implantado no âmbito do MINC e do Sistema Nacional de Cultura.

EIXO 2: CULTURA, CIDADE E CIDADANIA

Subeixo 2.1: Cidade como fenômeno cultural

83 – Criar marco regulatório (Lei Cultura Viva) que garanta que os Pontos de Cultura se tornem política de Estado garantindo a ampliação no número de Pontos contemplando ao menos um em cada município brasileiro e Distrito Federal, priorizando populações em situação de vulnerabilidade social de modo a fortalecer a rede nacional dos Pontos de Cultura.

EIXO 5: GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA

SUB-EIXO: 5.2 – Planos Nacional, Estaduais, Distrital, Regionais e Setoriais de Cultura

308 – Defender a aprovação do Programa Cultura Viva e o Programa Mais Cultura no âmbito da proposta de consolidação das leis sociais como políticas publicas de Estado, com dotação orçamentária prevista em lei e mecanismo publico de controle e gestão compartilhada com a sociedade civil.

Blog da CNC/MinC – http://blogs.cultura.gov.br/cnc/


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FEVEREIRO

  • Inicio do projeto - 2 de fevereiro de 2010

  • Planejamento e organização das atividades do Prêmio;

  • Visita ao Espaço Cultural Resistência e Ousadia – Ponto de Cultura de Taboão da Serra


  • Produção da TEIA Paulista: Tá na Rede é Ponto

  • Produção geral da TEIA Paulista: Tá na Rede é Ponto, que foi realizada nos dias 26 de fevereiro a 02 de março de 2010 , na cidade de Guarulhos – SP

    programação completa

    Teia Paulista Tá na Rede é Ponto - http://www.youtube.com/watch?v=_SFvuuHQfWw

    Teia regional Capital - http://www.youtube.com/watch?v=qqxDff3kmYs


      Carnaval em Itapecerica da Serra

    Articulação e envolvimento dos Pontos de Cultura de Itapecerica da Serra, Associação Mais Gente e Instituto Arapoty, em trazerem o Ponto de Cultura  Ilú Obá De Mim, para abrir o carnaval de Itapecerica no dia 15 de fevereiro de 2010.

    Ilú Obá Canta o Atlântico Negro (Carnaval 2010)

    Atravessar o Atlântico Negro não foi um ato espontâneo.
    Nessa travessia violenta o povo negro foi arrancado de suas terras e colocado na canoa grande sem destino e sem saber o terror que iriam passar durante séculos.
    “A Escravidão não somente arrancaram esses africanos das suas terras natais, ela também quebrou suas estruturas sociais, destruiu suas organizações familiares, misturou suas etnias, para reduzir todos esses homens e mulheres, que tinham sido separados das suas civilizações, ao menor denominador comum: uma máquina de trabalho” Apesar da condição escrava nas quais mulheres, crianças e homens negros foram trazidos para o Brasil, eles tornaram-se num dado momento, protagonistas do nascimento e crescimento da civilização brasileira, talvez a diversidade cultural mais bem sucedida do planeta.
    O Brasil é sim o território cultural e político da Diáspora, terra onde se dialoga com os ancestrais e conservam-se cultos, mantêm-se os valores civilizatórios trazidos no porão dos navios e nos corações dos que vieram parar aqui e desconstruir o mito do não retorno.
    Os laços que o Brasil tem e sempre terá com a África jamais serão cortados, porque temos uma vasta influência advinda dos nossos ancestrais, presente em nossas palavras, culinária, ciência, vestimentas, terreiros de candomblé, artes plásticas, dança, música, cânticos e rezas. São infinitas as culturas trazidas pelos povos Bantos, Yorubás, Nagôs, Fon, Gegês, entre outros.

    A África está viva aqui no Brasil e no Mundo!


      Carnaval em Embu das Artes: Tá na Rede é Ponto

    Participação na festa de Carnaval, do Ponto de Cultura da Casa de Santa Tereza em Em bu das Artes, no dia 14 de fevereiro de 2010.


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    Carta de Princípios Do Movimento Paulista de Pontos de Cultura

    Nós, cidadãos brasileiros, membros do movimento paulista dos Pontos de Cultura, que juntos organizaram essa TEIA, escrevemos esta carta, com objetivo da prática concreta que efetive os princípios do Programa Cultura Viva , e que aponte caminhos para a construção de um movimento cultural transformador.

    Nós acreditamos que este movimento promove a integração, a articulação em rede e a efetivação do potencial de transformação da sociedade pela Cultura, pelos nossos diversos Pontos de Cultura.

    Acreditamos que sem arte, sem símbolos, sem formas de expressão, sem o imaginário, não há sequer o sonho, não a criatividade para se pensar soluções possíveis para um mundo melhor. Assim as políticas culturais, como o movimento cultural, são fundamentais para a transformação da realidade social.

    Por isso escolhemos pertencer a esse coletivo,

    Escolhemos a escuta, o diálogo, a construção coletiva

    Escolhemos a subversão,

    Escolhemos

    Escolhemos desesconder o Brasil e festejar a diversidade brasileira

    Escolhemos  a generosidade, o amor

    Escolhemos o poder compartilhado

    Escolhemos correr o risco de descobrir o que acontece quando a sensibilidade chega ao poder

    Escolhemos usar a mascara, sem deixar que ela nos domine

    Escolhemos desorganizar hierarquias opressoras, ousando repensar formas libertarias de poder

    Escolhemos a poética, o belo, o que é revolucionário

    Escolhemos a política não como mero exercício do poder mas como exigência da construção da justiça

    Escolhemos a simplicidade das ações

    Escolhemos as Culturas de João, Maria, Jose

    E tudo isso, por principio

    Mas , também por rebeldia


    Movimento Paulista dos Pontos de Cultura

    Fevereiro de 2010


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