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  • Uma plataforma livre para vídeos – Videre

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    por: Lincoln de Sousa, em Sem categoria no dia 14/09/2010

    Para dar continuidade ao projeto de disponibilização de acervos de vídeo em espaços alternativos, a equipe da Cultura Digital começou o desenvolvimento de uma plataforma livre, chamada Videre.

    Esta plataforma está sendo desenvolvida com base em tudo que há de mais moderno no mundo livre. Parte dela está sendo escrita na linguagem Lua, desenvolvida pela Puc-RJ. O indexador de metadados está sendo desenvolvido em C e JavaScript, utilizando o projeto SpiderMonkey da Mozilla.

    • Dentre as várias características da plataforma, aqui estão as que se destacam:
    • Upload de arquivos em formatos livres (ogg e webm)
    • Conversão automática para outros formatos como flv, webm
    • Suporte a listas de reprodução customizadas pelo próprio usuário
    • Atualização em tempo real na lista de vídeos
    • Integração de acervos por meio de federação de bases de metadados
    • Edição de vídeo online

    É sempre importante salientar que todo código do projeto é livre e está disponível no wiki do projeto técnico.

  • FISL11

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    por: Daniel Prado, em Sem categoria no dia 17/08/2010

    Vídeos trazem íntegra do debate sobre Ecossistema de Acervos Digitais na 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (fisl11). Coordernação de Cultura Digital do MinC apresentou o projeto Cervo

    Debates centrais na cultura digital foram mobilizados na 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (fisl11) pelo Ministério da Cultura (MinC), através da Coordenação de Cultura Digital.

    Além dos temas que envolvem as consultas públicas do direito autoral e do marco civil da internet, a Coordenação promoveu discussões sobre Programa Nacional de Banda Larga, o fomento de softwares livres, a criação laboratórios de cultura digital experimental e o ecossistema de acervos digitais, com a crescente digitalização da cultura nas instituições e a produção dos independentes em formatos digitais. Parte da documentação desses debates começa a ser publicada neste espaço, com alguns dos vídeos desses encontros.

    Além da documentação em vídeo, há registros da rede sobre os debates, nos links:
    http://daltonmartins.blogspot.com/2010/07/11-fisl-dia-23-07-conversando-sobre.html
    http://www.culturadigital.br/maira/tag/fisl/
    http://culturadigital.br/redelabs/2010/07/fisli-debate-cultura-digital-experimental/
    http://www.ganesha.org.br/
    http://culturadigital.br/artedocibridismo/2010/07/29/laboratorios-para-a-arte-digital/

    Projeto Cervo

    Esse registro concentra-se no ecossistema de acervos digitais, com a apresentação do projeto Cervo e do protótipo da plataforma de vídeo denominada Videre. Em desenvolvimento, esse projeto tem o objetivo de lidar com os desafios da disponibilização e integração de acervos digitais, por meio do uso de um protocolo de comunicação que permita a troca de informação em tempo real entre diferentes bases de dados de instituições e coleções independentes. O Cervo é o codinome de um amplo projeto que propõe soluções para essa integração, e a Videre é a plataforma de vídeo desenvolvida, nesse mesmo projeto, para implementar e demonstrar as potencialidades dessas soluções.

    Essas reflexões são antigas e ganharam força com as discussões do eixo Memória Digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira e do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais.

    O fomento do ecossistema de acervos digitais, com o Cervo, Videre e redes, contempla a prospecção tecnológica de soluções que respondam às necessidades de integração de repositórios e a viabilização de aplicações e serviços que promovam o acesso qualificado aos acervos. Essa integração está sendo pensada junto com o fluxo de conteúdos das redes sociais, num cenário que envolve o Open Video e novidades tecnológicas, como a publicação em tempo real, com outros tipos de arranjo para esses conteúdos.

    Os próximos posts trarão novas informações sobre esse projeto, que está em desenvolvimento sob a Coordenação de Cultura Digital do MinC.


    Ecosistema de Acervos Conectados parte 1/3 duração 47’05”


    Ecosistema de Acervos Conectados parte 2/3 duração 01h01’08”


    Ecosistema de Acervos Conectados parte 3/3 duração 45’25”

  • Protocolo ou plataforma?

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    por: Daniel Prado, em Sem categoria no dia 29/06/2010


    Entrevista com Lincoln de Sousa e Thiago Silva (Jester), sobre a natureza do projeto, premissas, modelos de desenvolvimento e estratégias. Tempo do vídeo 11’43”

    Integrar bases de dados de acervos digitais na tecnologia da informação pode ser comparada, em grau de importância, com a busca pela teoria definitiva na física. Por diversos momentos, desde o início da grande articulação que viria a se tornar a ação de Cultura Digital do MinC sob a coordenação de José Murilo, esse tema foi debatido, revisto e repensado. Dpádua, Jester, Metal e Marcola (equipe pioneira da ação que começou em 2002) confabulavam nessa direção, assim como outros atores em diferentes momentos e cenários.

    A descrição do desafio é simples: permitir que uma pessoa consiga estar conectada a ‘todos’ os acervos do mundo. Claro que ‘todos’ significa ‘todos os que quiserem brincar de liberdade’, restando ainda bastante espaço para os proprietários que preferirem permanecer enclausurados em suas ‘exclusividades’.

    Desafiar pode até ser fácil, entretanto, tornar possível não é nada simples.

    Se em algum momento acreditou-se que o caminho seria a construção de uma plataforma, ao longo do tempo a ideia amadureceu e o consenso, hoje, é que o cerne da questão é mais embaixo. Sob essa ótica, percebeu-se mais viável dar atenção ao protocolo de comunicação entre as bases, para depois pensar as camadas superiores com um protocolo para metadados, ou outros protocolos, se necessário.

    O fato é que qualquer plataforma de acervo digital, que queira se conectar com outras plataformas, necessita de um protocolo que permita comunicação em rede mundial. Por que não instituir um protocolo em comum para que qualquer plataforma possa se inserir de forma autônoma e livre em um sistema de comunicação e integração de dados e metadados? Isso seria a aplicação do conceito de federação.

    Sistemas federados dessa forma podem oferecer sua base de dados para buscas extremamente qualificadas, permitindo que uma pessoa busque, por exemplo, por “samba” e o resultado traga vídeos do acervo da cinemateca, áudios da funarte, bibliografia da biblioteca nacional, e muito mais.

    De que maneira então nossa proposta se diferencia da forma atual de busca informações na rede? Por exemplo, se eu digitar “samba” no google, vou ter vídeo de acervos de vídeo, textos de diversos locais, artigos de acervos de pesquisa, e por aí vai. A diferença está no “acesso”, na autonomia que as pessoas poderão ter em criar suas próprias experiências de busca sobre a rede federada.

    Ainda assim, alguém poderia dizer “mas eu posso criar meu próprio mecanismo de buscador na web, assim como o google criou um, assim como yahoo criou… eu já tenho autonomia para fazer isso”. Hoje, quem provê um serviço de busca ou sistema de conteúdos possui autonomia para o desenvolvimento e disponibilidade desses recursos. Porém, o usuário só possui autonomia para escolher qual ferramenta usar e submetido está às limitações de sua escolha. Por exemplo, nos sistemas de busca atuais, o critério de indexação dos resultados é alheio a vontade de quem busca e restrito ao alcance limitado de cada buscador (google, bing, etc). Fatalmente (como acontece na prática), em sistemas de busca, o conteúdo que vemos é o conteúdo que os buscadores escolhem nos expor. Ou o usuário se contenta com os primeiros resultados da busca (poucos são os que acessam páginas mais longínquas de resultados de busca) ou escolhe refazer a busca com outros termos, mas ainda assim continuará refém dos critérios de indexação e cairá na ditadura dos “dez primeiros resultados”. O que estamos buscando é uma realidade em que cada um possa criar seus próprios critérios de indexação e experiências de busca de forma extremamente personalizada e ubíqua.

    Na nossa proposta, o protocolo terá o código fonte liberado e poderá ser adotado e aperfeiçoado livremente por qualquer um, e a tendência é de que sejam centenas ou até mesmo milhares de acervos ao alcance de um único clique! Ou até mesmo sem clique nenhum!

    Isso porque a busca não é nem deve ser a única forma de se manter informado na internet. Um protocolo unificado permite que conteúdos em diferentes redes sejam relacionados (por tags, metadados ou similaridade). Ainda, com tal integração, uma pessoa poderá programar seu sistema para ser notificado toda vez que algum acervo (qualquer um!), disponibilizar algum conteúdo desejado (de um artista ‘X’ ou de um gênero musical ‘Y’, ou ainda de uma tag qualquer, por exemplo). Isso seria a prática do conceito de notificação.

    Além disso, existe uma clareza de que, para uma experiência plena de autonomia na rede, é necessário que o usuário possa transformar e reutilizar os dados encontrados. Imagine um professor preparando uma aula e encontra dois ou três trechos de vídeo, que gostaria de mostrar aos seus alunos. Atualmente, suas opções são bastantes limitadas: ele terá que baixar todos os vídeos e na hora da aula buscar os trechos desejados ao longo dos filmes. Essa solução tem, no mínimo, dois grandes inconvenientes: necessidade de realizar o download do vídeo inteiro (uma ou duas horas de duração; e o trecho escolhido com trinta segundos), e a necessidade de localizar as partes dentro dos vídeos e mostrá-los em sequência (com todos os inconvenientes de localização e o tempo necessário para trocar de filme e de trecho). Seria muito melhor que lhe fosse permitido editar os vídeos online, de forma que ele pudesse editar os trechos em um único (e pequeno) arquivo de vídeo para fazer o download apenas do arquivo remixado, ou mesmo republicá-lo sem a necessidade de fazer um download separadamente. É importante que o protocolo esteja preparado para lidar com essas possibilidades, que refletem a ideia do remix — e ele não está limitado apenas a conteúdos de vídeo. Ou seja: é necessário que o protocolo permita o re-uso de dados, disponibilizando informações acerca de licença de uso nos metadados dos arquivos publicados mas também permitindo o reenvio da informação transformada.

    Grupos de Trabalho

    O Ministério da Cultura, por meio de sua Coordenação de Cultura Digital, está empenhado em desenvolver essas soluções, por entender que a demanda maior por este protocolo é justamente para atender aos acervos públicos, muitos deles oriundos justamente do sistema MinC como os já citados Cinemateca, Funarte e Biblioteca Nacional. Como todo desenvolvimento aberto e livre, este é um projeto que tem início mas não tem fim e, assim como a própria internet, o desenvolvimento será potencializado pela disseminação viral que ela proporciona.

    Todo o trabalho técnico seria guiado por premissas de liberdade e colaboratividade. É nossa intenção também convocar tantos quantos parceiros interessados sejam possíveis para formar grupos de trabalho para formular as bases e traçar as metas desta proposta.

    Para isso temos o nosso wiki. Qualquer pessoa interessada pode se cadastrar, acessar e baixar o código (que já houver disponível e no estado em que estiver), estudá-lo, aperfeiçoá-lo, reportar bugs ou fazer sugestões, tudo de acordo com os termos da licença AGPL.

    Primeiro Encontro

    Uma etapa importante nessa formulação foi o encontro promovido pelo MinC em parceria com a RNP, dentro do fluxo preparatório para o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais. Este encontro ocorreu no Rio de Janeiro e contou com as sequintes participações:

    * Casa de Cultura Digital
    * Elo Company
    * Ericsson
    * Miro Community
    * Open Video Alliance
    * Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP
    * SERPRO
    * TV Cultura
    * Universidade de São Paulo – USP
    * Vodo
    * Coordenação de Cultura Digital – SPC/MinC

    Neste link tem a documentação do encontro, cujos resultados foram apresentados no seminário presencial do Simpósio.

    Segundo encontro:

    Após o encontro do Rio, foi detectada a necessidade de se ouvir mais produtores. Este entendimento é consequência da alta representatividade de ‘técnicos’ em comparação com ‘produtores’ no primeiro encontro.

    Ainda seguindo o fluxo do Simpósio mas já depois do seminário presencial, visando atender a essas demandas um segundo encontro foi realizado em São Paulo. A documentação que está sendo gerada pode ser encontrada aqui.

    Abraços,

    Equipe de Cultural Digital SPC/MinC

  • O que é o Projeto Cervo?

    2 comentários

    por: Daniel Prado, em Sem categoria no dia 04/06/2010


    Lincoln de Sousa e Thiago Silva (Jester), apresentam o projeto Cervo. Tempo de vídeo 05’17”

    Você já imaginou todo o acervo da biblioteca Nacional a um clique de distância? E a lista dos vídeos da Cinemateca disponíveis por uma API aberta no site da sua faculdade? Já pensou em disponibilizar seu acervo para bibliotecas, centros culturais e universidades? E que tal socializar toda a produção de vídeos do coletivo do seu bairro na rede, para que seja visto por todos? A Coordenação de Cultura Digital do Ministério da Cultura está pensando em todas essas possibilidades. Para isso, a ideia é conectar vários acervos através de um protocolo que possibilite a busca em acervos públicos e a replicação dos dados em visualizações personalizadas.

    Através da disponibilização dos dados em formatos variados, unificados pelo protocolo de comunicação, o aplicativo pretende possibilitar a construção de uma rede de acervos interconectados de bases distribuídas. Em outras palavras, é como se a Cinemateca pudesse adicionar em “seus amigos” de uma rede social qualquer a Funarte, e ambas disponibilizassem suas ações publicamente, permitindo àqueles que assinam seus feeds acompanhar em tempo real a atualização de suas bases.

    Além disso, qualquer indivíduo, coletivo, Ponto de Cultura ou artista independente poderá disponibilizar um site contendo a lista dos conteúdos de bibliotecas, acervos públicos e outras entidades que tenham seus acervos digitalizados, ou ainda criar experiências com conteúdos personalizados.

    A utilização de um protocolo aberto para a publicação de acervos públicos significa autonomia sobre o conteúdo, porque a escolha da licença de publicação, comercialização ou remix do conteúdo fica a critério do publicador, e não da plataforma onde foi publicado; além de significar a criação de redes abertas e orgânicas de acervos interconectados e independentes, possibilitando o acesso a dados transparentes e isentos de filtros particulares.

    Outra possibilidade é eliminar camadas de software. Hoje, para publicar seu acervo, é necessário um software que classifique e publique os metadados, utilizando padrões pré-definidos. Com o Cervo qualquer ferramenta pode tornar-se uploader de acervos, via plugins ou outro tipo de módulo. Imagine sua universidade publicando toda a produção de vídeos via Plone, Drupal ou até mesmo WordPress, sem precisar de um “classificador de metadados” instalado.

    Conheça mais sobre o protocolo para publicação de acervos digitais na apresentação feita durante o Simpósio para a Digitalização de Acervos públicos, realizada em abril de 2010, em São Paulo.

    Abraços,

    Equipe de Cultural Digital SPC/MinC