Lincoln de Sousa e Thiago Silva (Jester), apresentam o projeto Cervo. Tempo de vídeo 05’17”

Você já imaginou todo o acervo da biblioteca Nacional a um clique de distância? E a lista dos vídeos da Cinemateca disponíveis por uma API aberta no site da sua faculdade? Já pensou em disponibilizar seu acervo para bibliotecas, centros culturais e universidades? E que tal socializar toda a produção de vídeos do coletivo do seu bairro na rede, para que seja visto por todos? A Coordenação de Cultura Digital do Ministério da Cultura está pensando em todas essas possibilidades. Para isso, a ideia é conectar vários acervos através de um protocolo que possibilite a busca em acervos públicos e a replicação dos dados em visualizações personalizadas.

Através da disponibilização dos dados em formatos variados, unificados pelo protocolo de comunicação, o aplicativo pretende possibilitar a construção de uma rede de acervos interconectados de bases distribuídas. Em outras palavras, é como se a Cinemateca pudesse adicionar em “seus amigos” de uma rede social qualquer a Funarte, e ambas disponibilizassem suas ações publicamente, permitindo àqueles que assinam seus feeds acompanhar em tempo real a atualização de suas bases.

Além disso, qualquer indivíduo, coletivo, Ponto de Cultura ou artista independente poderá disponibilizar um site contendo a lista dos conteúdos de bibliotecas, acervos públicos e outras entidades que tenham seus acervos digitalizados, ou ainda criar experiências com conteúdos personalizados.

A utilização de um protocolo aberto para a publicação de acervos públicos significa autonomia sobre o conteúdo, porque a escolha da licença de publicação, comercialização ou remix do conteúdo fica a critério do publicador, e não da plataforma onde foi publicado; além de significar a criação de redes abertas e orgânicas de acervos interconectados e independentes, possibilitando o acesso a dados transparentes e isentos de filtros particulares.

Outra possibilidade é eliminar camadas de software. Hoje, para publicar seu acervo, é necessário um software que classifique e publique os metadados, utilizando padrões pré-definidos. Com o Cervo qualquer ferramenta pode tornar-se uploader de acervos, via plugins ou outro tipo de módulo. Imagine sua universidade publicando toda a produção de vídeos via Plone, Drupal ou até mesmo WordPress, sem precisar de um “classificador de metadados” instalado.

Conheça mais sobre o protocolo para publicação de acervos digitais na apresentação feita durante o Simpósio para a Digitalização de Acervos públicos, realizada em abril de 2010, em São Paulo.

Abraços,

Equipe de Cultural Digital SPC/MinC