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Diretor, produtor e roteirista de cinema, Carlos Dowling é presidente da ABD-PB (Associação Brasileira de Documentaristas- Seccional da Paraíba) e segundo vice-presidente da ABD-Nacional, que rege o Ponto de Cultura Urbe Audiovisual e o Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual, ambos em João Pessoa. Desenvolve trabalhos nas linhas de formação, difusão e auxílio à produção independente audiovisual com foco em desenvolvimento de plataformas digitais via software livre.

Como cineasta, realizou “Funesto- Farsa irreparável em Três Tempos” (1998), “A Sintomática Narrativa de Constatino” (2000), “GOD.O.TV” (2002), “Felizes são os touros ou le petit mort” (2003) e está desenvolvendo o longa “Bestiário”. Dowling é pós graduado em roteiro de cinema e televisão pela Escuela Superior de Artes y Espectáculos – TAI, de Madrid, na Espanha.

Hoje, trabalha na construção da plataforma RNA- Rede Nordestina Audiovisual, um portal de intercâmbio de conteúdo audiovisual produzido por Pontos de Cultura e produtores independentes da região Nordeste. O projeto é desenvolvido em parceria com o LAVID– Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital – da Universidade Federal da Paraíba e a parceria se desdobra em outro projeto recentemente ganhador do edital XPTA.LAB do governo federal, a implementação de uma Estação-Escola de Televisão Digital – VirtualLabTv.

Perfil no Twitter: @Carlos_Dowling
Carlos foi entrevistado para esta pesquisa via Skype no final de 2009. Veja abaixo o vídeo e, na sequência, a transcrição da conversa:[kaltura-widget wid=”2j78qw6pl0″ width=”400″ height=”365″ addpermission=”” editpermission=”” /]

>>> Quando começa seu envolvimento com o audiovisual?

Carlos: “Eu comecei com vídeo, ganhei uma câmera SuperVhs dos meus pais, acho que o ano era 1996. Antes disso, já tinha feito uma experiência numa atividade da escola, uma experiência muito amadora, na utilização do vídeo como suporte de expressão, de construção artística. Eu tinha uma experiência de trabalho no teatro e também na literatura, gosto muito de escrever, e aí tive um encaminhamento natural, por gostar de cinema desde muito novo, acabou que essa opção de trabalhar com o vídeo veio naturalmente.

Quando entrei na faculdade de comunicação já estava muito claro que eu queria trabalhar com audiovisual, cinema ou vídeo. Comecei então a fazer trabalhos mais profissionais, digamos assim, usando Betacam…E foi aí que eu fiz meu primeiro videoclipe, que foi veiculado na MTV, e depois disso preparei meus projetos de cinema. Realizei três filmes em película, e já nessa primeira experiência a gente filmou em 35 mm e logo fizemos a edição em Avid, após o telecine com a edição em computador, então já tinha toda essa relação do cinema digital.”

>>> E o que caracteriza para você o vídeo online?

Carlos: “De maneira geral, a rede nacional de computadores apresenta um modelo muito interessante, uma outra relação que se apresenta entre os conteúdos, sejam artísticos ou informacionais, que estão sendo produzidos e distribuídos. Representa um novo estágio, um novo marco, digamos assim.

Eu tenho experiência com a internet desde 1994. Meu pai é aficionado por computação, então, desde 94 nós já tínhamos conexão em casa, no esquema BBS. Naquele momento não se pensava no audiovisual sendo transmitido em rede, pelo menos para os usuários domésticos, mas desde aquele momento que era da informação em forma de boletins BBS, eu fiquei muito impressionado, quase que chapado… Eu lembro que em 1995 era quando o Exército Zapatista estava em Chiapas liderando uma rebelião contra o governo do México, e eles se utilizaram desse meio de comunicação da internet pra informar e furar o bloqueio que a mídia tradicional apresentava, então desde aquele momento, pra mim (acho que a internet no Brasil começou em 88, 89 nas universidades) em 1994, que eu fiquei em casa com aquilo, fiquei encantado com essa possibilidade que era de você conseguir um acesso mais horizontal, mais direto com quem estava produzindo a informação e quem estava consumindo.

E nesses anos todos a gente teve uma progressão geométrica, e como nos últimos anos está sendo tudo cada vez mais rápido – estamos falando de pouco mais de 10 anos atrás – a internet no final dos anos 90 começa ter um caráter mais massivo. Ainda temos estatísticas de que grande parte da população não tem computador nem acesso à rede, mas eu continuo com essa sensação inicial, que é um movimento muito interessante, um marco, e que transforma os processos comunicacionais e de produção e acesso às obras audiovisuais como uma forma muito mais direta e horizontal. Eu acho que o vídeo, transmitido nessas redes informacionais, passa por um processo muito interessante e que amplia tanto para os consumidores quanto para os produtores de conteúdo. Gera novos modelos e traz discussões bastante interessantes, acho que é um momento ímpar, e o vídeo na internet é cada vez um dos fatores mais importantes para entender a importância da rede mundial de computadores.

>>> O como isso tem influenciado na maneira de produzir e consumir conteúdo?

Carlos: “Temos a falta de um modelo claro e específico, parecendo que a gente está numa constante fase de transição e principalmente com vídeo na internet, que a cada dia você tem uma novidade, tem novos formatos, novos modelos. Acho que essa instabilidade é muito interessante, tem até um conceito que as revoluções só são efetivas enquanto estão acontecendo e depois que passam elas se estabilizam, eu acho que essa instabilidade é muito salutar, mas por outro lado, tanto para os consumidores e, principalmente, para os produtores de conteúdo, não se sabe muito bem como serão esses novos procedimentos para mandar os vídeos para internet e por outro lado receber e consumir esses vídeos pela internet.

Sem dúvida, é um novo mecanismo. São novas posturas que pedem novos modelos, que é um pouco a linha de trabalho que eu venho fazendo aqui em João Pessoa em parceria com uma série de instituições. De alguma forma, tentando estabelecer e propor modelos e parâmetros na certeza de que são fluxos tão dinâmicos, que não vai ser um modelo que vai resolver. Nós vamos ter que pensar em como integrar, planejar e desenvolver esses modelos. Acho que este é um momento ímpar.”

>>>> Codecs, compressão, players.. O que vocês estão usando e como?

Carlos: “Estamos lançando uma plataforma, um portal chamado RNA- Rede Nordestina Audiovisual, que é o mesmo nome do nosso Pontão de Cultura, e que tem uma das principais linhas de ação, se não a principal, em estabelecer esse portal de intercâmbio de conteúdo audiovisual independente produzido por Pontos de Cultura e por produtores independentes que de alguma maneira se associem à esses Pontos, e os Núcleos de Produção Digital – NPDs, e uma série de locais que aglomerem produtores independentes na região Nordeste.

Nessa plataforma, que a gente está desenvolvendo com um parceiro fundamental – o LAVID- Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital – da Universidade Federal da Paraíba, estamos pensando em modelos de encodamento e compressão. A grosso modo, o modelo que a gente está experimentando, e aí seria o diferencial do que estamos colocando, é uma plataforma que te dá a opção de ver no próprio browser, como via flash, e quando você sobe o vídeo em alta resolução automaticamente gera um arquivo em flash pra você poder ver no site, e o usuário – que na verdade é um interagente, que é outro termo-, tem a opção de baixar os curta metragens com resolução média-alta, estou dizendo em mpg2 ou h264, que seriam as compressões de mpg2 e mpg4 que conseguem reduzir bastante o tamanho dos arquivos e manter uma qualidade muito boa, e até em alta taxa de definição no caso do h264. Então, basicamente esse é o formato e um diferencial do portal que a gente está trabalhando.

Eu sei que agora tem um formato que é o Kaltura, que é um software livre aplicado ao vídeo, que a gente está vendo como vamos relacionar isso, estamos estudando.
Uma coisa muito importante a ter em mente agora, é como criar elementos de comunicação entre as redes, então, ao fazer essa rede que à priori tem um escopo bem limitado, é de produtores independentes do audiovisual da região nordeste, é importante pensar como essa rede vai integrar outras redes. É uma coisa fundamental, e aí é o que a gente está estudando como utilizar o Kaltura para poder fazer a integração.”

>>> Alta definição é central no vídeo online? Como você vê o vídeo mobile no contexto da produção audiovisual?

Carlos: “Estavam falando tanto em mobilidade, vídeo online, que acabei comprando um brinquedinho: um IpodTouch, para ver um pouco essa questão da alta definição e mobilidade. Fiquei muito impressionado. Numa telinha tão pequena você vê os vídeos em alta definição, e como isso representa uma revolução muito interessante na produção videográfica, tanta pra mobilidade, por ser tão compacto, como de modo prático ter uma resolução tão boa.

Eu acho que são duas linhas, o vídeo nos primeiros anos da internet teve muito a ver com a baixa resolução e mesmo nessa plataforma que a gente está fazendo a baixa resolução é muito importante para você ter um fluxo, um tráfego muito mais rápido de informações, o que é muito bom. Por outro lado, enquanto produtor de conteúdo e aí pensando no conceito de IpTv -que é diferente de Web Tv- a qualidade e a alta definição vão ser bem importantes para a gente conseguir inclusive estabelecer métodos e modelos de produção compartilhada de conteúdo, que é o grande próximo passo que estamos dando no nosso portal.”

Carlos: “Estamos fazendo o teste de usabilidade já com essa perspectiva, e com a notícia da aprovação no XPTA.LAB [o projeto da ESTAÇÃO-ESCOLA DE TELEVISÃO DIGITAL, parceiro com a Associação Brasileira de Documentaristas Seção Paraíba e a sua Rede Nordestina Audiovisual, foi aprovado no edital do governo federal no final de 2009] a gente tem recursos para trabalhar o desenvolvimento dessas ferramentas de produção compartilhada de conteúdo, que acho que é um dos passos mais importantes a serem dados e aí sim a alta resolução vai ser bem importante. É preciso que se mantenha essa informação em baixa resolução, mas a partir do momento que você trabalha com alta resolução você vai estar aprofundando a utilização da internet como ferramenta de produção e difusão de conteúdo, e aí entra a relação com a rede pública de televisões e a IpTv que são conceitos muito importantes de serem pensados agora.”

>>> Tags e indexação da informação, distribuição, interatividade. Como vocês estão lidando com isso no Portal da RNA?

Carlos: “Estamos em parceria com o CDTL (Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Livres do Pontão de Cultura de Pernambuco) vendo como utilizar um servidor deles como teste de usabilidade e ainda não está muito claro. Temos a opção de ter um outro servidor em Brasília da RNP com o Minc, que está em negociação, com um recurso para ter um servidor próprio. Eu acho que agora, como a gente está trabalhando com uma comunidade relativamente restrita, que é a dos Pontos de Cultura, produtores independentes e cineclubes da região Nordeste, esses servidores mais centralizados funcionam. A ideia, num segundo momento, é ampliar o sistema e aí teria que pensar em modelos de experimento e replicação. Eu mais estou repetindo conversas que escuto na equipe de informática, porque minha especialização é roteiro, (risos) produção e direção de cinema. Mas acho que com o lançamento da plataforma e esses servidores, provavelmente um em Recife ou em Campina Grande, onde as conexões são melhores do que em João Pessoa, e um em Brasília, o próximo passo é pensar outros modelos de compartilhamento que sejam mais eficientes.

Agora, o mais importante: como aliar essa inteligência coletiva? A interatividade já está nisso que a gente chama de Web 2.0.  O que se prevê, o que se pretende quando se fala de uma outra geração web 3.0 tem muito a ver com como vão ser qualificados esses conteúdos que estão indexados, nessas distribuições de vídeos na rede mundial. É muito importante que os metadados e a indexação desses metadados possam gerar uma descrição mais eficiente, mais inteligente.

Acho que essa é uma das coisas que mais me instiga. Apesar de gostar tanto e há tanto tempo da internet, eu sou neófito… Desde março, estamos contratando uma equipe de estudantes do departamento de informática da UFPB que trazem séries de termos novos que me interessam muito. Para quem já trabalha há muito tempo na área isso é chover no molhado, mas para gente qualificar esse conteúdo audiovisual pra internet, pensar esses modelos de metadados e como fazer uma triangulação e uma correlação desses metadados com o conteúdo audiovisual disponibilizado em rede é fundamental.

Uma das coisas que a gente está pensando dentro desse portal é como criar fóruns e tópicos de discussão que ao indexar o vídeo, as próprias tags vão fazer parte de comunidades e de um fórum específicos desse portal. A primeira e mais óbvia separação seria por estado -como a gente atenderia a região Nordeste, uma separação regional- mas aí dentro disso uma série de outras, que tem a ver com essa correlação e essa navegação transversal entre os vídeos que estão sendo distribuídos e disponibilizados.”

>>> E como o vídeo online tem influenciado na maneira de pensar a TV Digital?

Tem se falado muito na revolução da TV Digital, e a televisão digital está numa seara, num ambiente muito complicado que mexe com uma série de interesses comerciais e industriais pesados. Eu acho que a TV Digital já nasce um pouco comprometida com essa revolução que há tanto tempo se fala e se promete. Não é só o controle de televisão que vai  dar a opção de comprar a roupa que a atriz da novela está usando, a interatividade da TV Digital com esses interesses comerciais fica muito fechada, basicamente é o que o “Você Decide” já faz há muito tempo, a diferença é que você vai lutar com um controle remoto e não com um telefone.

Essa é uma maneira, de certo modo, limitada de pensar a interatividade da TV Digital. Ela surge num ponto de conflitos, de interesses muito barra pesada. Acho que a Web TV e esse conceito de IpTV, no momento que a gente tiver os espectadores -os interagentes- com essas ferramentas mais horizontais para montar o seu cardápio e consumir o audiovisual por meio da internet, eu acho que é um grande diferencial e é um passo qualitativo e que na TvDigital, pelo que eu tenho visto, vai de maneira um pouco mais lenta e com problemas de aplicação.”

>>>> Como vê atualmente o cenário de politicas públicas para a produção de conteúdo audiovisual?

Carlos: “Há uma série de programas do Governo Federal e de alguns outros estados e municípios. Isso está sendo tratado com a importância devida a meu ver, pelo Governo Federal e as entidades específicas, como o MinC, a SAV, integrações com o Ministério da CiT e a RNP- tendo essa vocação interministerial como organização social que é.  O discurso dos poderes públicos está muito claro.

Na prática, tem uma dificuldade quando a gente fala da TVBrasil e EBC, tem um conflito entre o que se prega e o que acaba acontecendo, uma śerie de disputas políticas e por aí vai. Existe uma linha um pouco mais conservadora que quer uma televisão pública nos moldes da qualidade “Globo”, digamos assim, o que eu acho uma falácia em se falando de interesses públicos e a informação como direito constitucional. Para isso, a gente não pode usar esses padrões tão viciados.

Tem uma outra linha dentro do Governo Federal (vinculado ao MinC) que é um pouco mais aberta, mais interessante, e dentro da disputa da TV Brasil, na queda de braço acabou que esse setor mais conservador saiu fortalecido. O projeto agora é que o MinC tenha um canal especifico em vez de fazer parte da TV Brasil, mas é uma interrogação muito grande nesse momento, e como o ano que vem [2010] vai ser um ano atípico, pelo fato de ser ano eleitoral, muitas negociações e muitos interesses em jogo- é uma incógnita o que vai acontecer.

Resumindo, nas políticas públicas para produção independente do audiovisual eu noto os conceitos muito bem aplicados e uma clareza da importância que tem e a relação com a sociedade civil -sem dúvida, uma evolução nos últimos anos no Brasil- e programas como o DocTv, por exemplo, são referências mundiais em modelos de relação entre produtores de conteúdo independentes com a rede pública de televisões, sendo inclusive exportados pra outros países. Tem uma disputa econômica entre os produtores do mainstrean, digamos assim, os principais produtores (e eu me sinto representado por eles, tenho uma produtora aqui em João Pessoa que é a Basilisco Produções). Então, acho que acaba tendo dois discursos: um interesse em não ter esse eixo centralizado e em trabalhar isso de forma horizontal, regionalizada. Eu localizo isso em várias ações do governo e acho que é fundamental.”

>>>> Remix e licenças de compartilhamento, propriedade intelectual – como vê e como pensa em usar?

Carlos: “É uma discussão muito interessante, moderna e complexa. Pós-moderna, transmoderna… Antes era muito simples: você tinha o livro, o disco e detinha a posse daquilo. Quando você entra nessa realidade dos bens imateriais, o fluxo de bens imateriais geram questões de uma complexidade muito grande. Eu sou mais do que simpatizante não só do Creative Commons, que é mais uma marca que está se vendendo e se criando, como de outros licenciamentos “mais livres”. É uma coisa interessante de se pensar: no  momento em que você passa a responsabilidade para o autor, o artista -o detentor de direitos patrimoniais das obras geradas- o direito de escolher como disponibilizar e como licenciar a sua obra, você pode ter alguns direitos reservados, ou nenhum direito reservado, ter direito a cópia e remixagem. E o fato de isso não ficar mais na mão das gravadoras ou de locais muito centralizados de decisão, e passar a ser responsabilidade do detentor dos direitos da obra é muito rico.

Nesse portal do RNA, quem faz parte da comunidade e vai disponibilizar o vídeo escolhe qual o tipo de licenciamento vai dar, inclusive em Creative Commons ou modelos que a gente está vendo mais livres ainda. O usuário tem ainda a opção de colocar algumas restrições. Uma relação de mais autonomia pro autor, acho que é fundamental. E cria uma realidade muito interessante de como você vai se apropriar de obras de terceiros e retrabalhar, resignificando isso…É muito rico. Óbvio, o remix por si só, a reapropriação, não vai garantir nada de bom ou ruim, são mecanismos que também -parece que é uma novidade tão grande -mas o fanzine já fazia isso, que era de você recortar e colar de diferentes fontes e depois xerocar pra fazer uma distribuição- tecnicamente a gente tem isso muito facilitado e até estimulado pelos novos ambientes de difusão.

E aí você tem uma mistura, tem a possibilidade de resignificar. Então, você é consumidor e produtor -e é um conceito muito interessante- é mais dinâmico o fluxo, e permite trabalhar com essas resignificações surgindo não mais a imagem do autor, do direito como se fosse um monolito sólido levando ao obstáculo de “e a propriedade intelectual, de quem é?” . E a gente chega numa dimensão do conceito de propriedade e gera essa situação de agora: os grandes conglomerados de produção de conteúdos oficiais sem saber muito bem pra onde se movimentar enquanto os usuários, os “interagentes”, como eu estou chamando, tem mais autonomia e mais poder e se colocam como novos autores.

Voltando, e quase que me repetindo, eu acho que não é muito claro como vão ser esses novos modelos, como vai funcionar, mas a potencialidade me interessa demais, acho que é nessa área que estamos canalizando os trabalhos… E fico muito encantado em utilizar essas noções tecnológicas e trabalhar essa convergência humana como a gente trabalha na convergência tecnológica. E, pra finalizar, para falar um pouco deste projeto da Estação Escola de TV Digital que a gente aprovou aqui (no XPTA.LAB), o mais desafiador foi isso: juntar 10 estados, com os projetos consorciados do norte e nordeste que vão receber capacitação para produção de conteúdo num modelo colaborativo, utilizando a interatividade que é um dos pontos principais da TV Digital e das inovações. Vamos trabalhar capacitando produtores independentes que tenham algum vínculo com televisões universitárias ou independentes e integrantes do programa Olhar Brasil encontrados por meio desses núcleos de produção digital. E acho que é um dos desafios, ao mesmo tempo em que dá mais vontade de fazer é colocar e articular essa rede de colaboradores que trabalham com audiovisual.”

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