O Video Online é uma realidade inegável. Esta própria pesquisa é fruto da explosão da linguagem pela rede, que tem como seu representante maior o YouTube. Segundo a Alexa, empresa de informações sobre dados da web, o site é o terceiro endereço mais visitado do mundo. Além dele, existem dezenas de outros espaços na web e maneiras de disponibilizar vídeo, muitas delas, inclusive, já descritas nesta pesquisa. A grande novidade nesse campo é a invenção do HTML5, que chega para estabelecer um padrão.

Praticamente todos os vídeos vistos até hoje na rede são reproduzidos por meio de plugins – QuickTime, RealPlayer ou, o mais popular, Flash – que costumam se integrar muito bem ao navegador, não sendo, muitas vezes, notável a diferença. Isso se o plugin já estiver instalado, é claro. A forma como o HTML5 funciona é um pouco diferente: o vídeo é inserido na página por meio de uma tag e não são definidos codecs e contêiners, o que cabe ao próprio navegador. Por ora, as implementações ainda são experimentais, mas os navegadores mais novos já suportam a tag. Veja como está o suporte à tag video até o momento de publicação desta pesquisa:

* Internet Explorer: ainda não suporta a tag , mas já demonstrou publicamente interesse em fazê-lo.
* Mozila Firefox: suporta com o codec Theora desde a versão 3.5.
* Safari: suporta desde a versão 3.0 a tag com todos os codecs e containers suportados pelo Quicktime (que incluem o h.264 mas não o Theora).
* Google Chrome: suporta desde a versão 3.0 a tag com Theora e h.264.
* Opera: suporta desde a versão 10.5 a tag com Theora.

A situação gera um quadro complexo, no qual nenhum formato de vídeo pode estar disponível para todas as plataformas simultaneamente. O padrão do HTML5 prevê suporte a múltiplos formatos para um mesmo conteúdo. O navegador, dessa forma, carrega apenas aquele que conseguir reproduzir. Um ponto negativo desse mecanismo é o alto custo para os produtores de vídeo, que precisam exportar e armazenar o vídeo de diferentes formas e tamanhos.

Por que então incentivar o uso da tag ? São vários os motivos, mas talvez o principal deles seja o de promover o vídeo para uma posição de elemento central dentro da estrutura das páginas. Por melhor integrado que o site esteja com os tocadores em Flash, eles sempre serão elementos estranhos nà página e manipula-los é sempre uma tarefa complicada e dispendiosa.

Com a tag , ele passa ser um elemento padrão da página, assim como são as imagens, os textos e os links. E manipulação se dá da mesma forma que a esses outros elementos: por meio de simples códigos em javascript. Isso traz uma nova flexibilidade ao vídeo e cria uma série de possibilidades de interatividade. O colaborador da Mozilla Paul Rouget disponibilizou em seu site algumas demonstrações que permitem ver o HTML5 em ação. Lembre-se que para assisti-las você vai precisar de um browser que suporte o novo padrão: http://people.mozilla.com/~prouget/demos/

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