A Mídia (a)celerada para o Terceiro Setor

Vivemos em um tempo no qual o visual é amplamente valorizado e relevante para a mídia. Se a sociedade de consumo(midiática), se firma na estética, a mídia segue valorizando a imagem. A semiótica faz interface com diversas áreas do conhecimento para explicar ou direcionar comportamentos sociais. A cognição, neste contexto, constrói novas sinapses e é preciso ampliar a visão e entender que o Terceiro Setor precisa adaptar-se ao contexto temporal.
As novas tecnologias fazem parte do cotidiano mudando a forma das pessoas se relacionarem, consumirem, e até os criminosos encontram sua forma de inclusão no mundo digital. A comunicação integrada, a identidade visual recebe especial atenção das organizações comerciais e de serviços focadas produção e consumo de bens e serviços.

Estamos processando um novo momento onde além da internet, temos a TV Digital, e convergência de mídias apostando na portabilidade dos equipamentos de comunicação, principalmente o celular.

Entre esta parcela da sociedade incluída digitalmente, e atuante no domínio das tecnologias e a massa excluída, o caminho vai sendo encurtado através da mídia, da popularização causada pela ampliação da escola produtiva e concorrência.

As organizações que integram o Terceiro Setor, não serão mais legítimas negando os avanços tecnológicos. É preciso que o uso das tecnologias modernas amplie a possibilidade de êxito das atividades destas organizações. Isto deve ocorrer, contudo é preciso coerência para que neste processo, as organizações não se afastem, por conta da criação de barreiras de comunicação, com uma linguagem que distorça ou comprometa o entendimento.

Não vejo como uma instituição do terceiro setor possa ser eficiente, sem integrar-se no seu tempo, sem motivar a sociedade para o desenvolvimento, considerando os recursos de comunicação modernos.
Sustentabilidade, comércio justo, por exemplo, são temas de forte justificativa para o trato na sociedade, não só para as ações sociais das empresas, mas para interação com as massas a partir das ONGs. As ferramentas disponíveis permitem associar educação(EAD) como recurso para multiplicar conhecimentos úteis às redes sociais.

Não podemos perder o foco no ser humano, na proteção à Natureza e valorizar a preocupação com o coletivo. As mídias estão aí, e se o Terceiro Setor não utilizá-las por princípios xiitas, estará na verdade cometendo um atentado contra a sua existência, porque a sociedade e o tempo não funcionam como queremos. Podemos influenciar a forma de interação do ser humano com a vida produtiva na sociedade, buscando uma melhor relação social, e o respeito ao ambiente.

Vinicius Lago.
02-12-2010

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