A chegada dos nativos digitais

Pela primeira vez na história da Alemanha desde o fim da guerra, será factível um governo sem nenhum dos partidos maiores, através da coalizão entre os Verdes, a Esquerda e os Piratas.

29 de Setembro de 2011 às 09:15

Max Sandor

Na glória e no conforto do poder político, é fácil esquecer-se de olhar para a base: não importa a dinamite na mão se tilinta uma bomba de tempo em baixo dos pés. O tempo da manipulação das massas via as mídias está perto de se esgotar. As novas gerações têm outras perspectivas e outros valores. São chamados de ‘nativos digitais’ e, no Brasil, ainda não acordaram. Mas assim foi na Europa há pouco tempo e ninguém se preocupou com isso.

Porém, só até a semana passada, quando os piratas entraram no governo de Berlim…

veja o texto completo:

http://www.brasil247.com.br/pt/247/mundo/16808/A-chegada-dos-nativos-digitais.htm

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A estória de Maria Sapa Sabida

de:
Contos Verdadeiros Dos Mundos Estrangeiros
por Maximilian J. Sandor e Heloisa H. Rosas de Almeida
Editora Scortecci, 2005, ISBN 5-366-021-3

A estória de Maria Sapa Sabida

Maria Sapa Sabida, uma sapa, segue o seu sapo, como ela fez durante toda a sua vida. O sapo segue os seus amigos, como ele fez durante toda a sua vida. Maria Sapa estava contente porque achava que o sapo sabia o caminho de volta ao lugar onde ela nasceu.

No meio do caminho, ela pensou. “Na verdade, aonde vamos?”

Então, Maria Sapa perguntou pela a primeira vez, ao seu marido. Este lhe assegurou: “Querida! Não se preocupe! Tudo esta sob controle!”

O tempo passa. Mais e mais, a sapa se sentia desconfortável. Pela
segunda vez, ela perguntou ao seu marido: “Querido, você está certo de que nós estamos no caminho certo?” E ele, mais uma vez respondeu: “Não se preocupe! Isso não é coisa de mulher! Deixa comigo! Meu tio já foi lá!”

A sapa sabia que o sapo sabia o caminho! Assim sendo, ela não mais se preocupou.

O tempo passa. A cena mudou. As moscas eram deliciosas. Mas, o caminho era mais e mais estranho.

Então, pela terceira vez, ela pergunta: “Marido sapo. Para onde nós estamos indo?”

Ele responde: “Todos os sapos sabem que tem um Novo sabor quando chega o Novo clima global!”

Maria Sapa diz: “Esta muito quente esses dias!”

“É isso aí!” – ele diz.

O tempo passa. Maria Sapa Sabida, porque é sapa, sabe de coisas que só  uma sapa sabida sabe. E ela se lembrou de uma história de sua avó que era uma sapa sabida, também.

A avó contou que existiam cozinheiros na França que cozinhavam os sapos na água fervente. Começava assim: eles levavam os sapos do poço de água confortavelmente fria para uma panela com água igualmente fresca.

No início, para os sapos tudo era normal. Mas, pouco a pouco, esses cozinheiros iam aumentando a temperatura. Era tão lento que ninguém percebia. Quando alguém protestava, eles retrocediam, diminuiam a temperatura de leve, temporariamente, só para aumentar de novo logo depois. A um certo ponto, a água chegava a uma temperatura crítica em que nenhum sapo podia mais se mover. Nesse momento, os cozinheiros podiam ter qualquer sapo para preparar como iguaria, ainda vivo, sem que o sapo fosse capaz de reagir.

Quando Maria Sapa se lembrou dessa história, ela gritou: “Vem! Vamos embora! F***-se todos. Eu tô fora! Vou levar os meus pequenos! Comigo! Agora!”

Assim, quando o chef do mais famoso restaurante do mundo foi contar, faltavam alguns sapos.

O jantar não pôde ser servido.

Hoje não!

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Afinação alternativa para tocar música sagrada e música de cura

As razões pelas quais as pessoas estabelecerem a frequência da música do pós-guerra em A=440Hz, não são conhecidas. O que parece bastante claro é que não se trata de uma escolha lógica, nem filosófica nem esteticamente. Os efeitos observáveis são: uma elevada irritação, com níveis aumentados de agressividade a longo prazo. Existem especulações de que esses resultados serviram como motivação para entonar a música das bandas militares da Rússia no começo do século 20, e que o Goebbels tentou aproveitar tal efeito para uma agitação mais fácil e rápida das massas, na moblilização para a guerra.

Quais seriam então as alternativas? Afinar a A=432 é uma decisão baseada na matemática e na numerologia das religiões antigas, que postulavam que o número 108 e seus múltiplos produziam a harmonia entre Deus e o seu Universo. Pitágoras era famoso por curar com sons. Se ele realmente usou o A de 432 Hz nos tratamentos das doenças, não se sabe.

Instrumentos modernos permitem a observação de estruturas moleculares na natureza, e de comportamentos de células de organismos vivos sob a influência do som. Assim emergiu uma frequência que parece acelerar a auto-cura de células e até as estruturas do próprio DNA, que seria 528Hz. Experimentos com moléculas de água que se cristalizam em formas mais regulares sob esta frequência, já sugerem, em contraparte, o uso da frequência de 440Hz para a produção de estruturas irregulares e caóticas.

Na tranposição para os instrumentos musicais, a inclusão de 528Hz nos tons da música resulta em afinar à A=444Hz. Nesse caso, o C5 chega a aproximadamente 528Hz. A diferença parece muito sutil e muitas pessoas nem são capazes de detectar a mudança. Porém, o coro e a platéia se sentem com muito mais alegria e estamina, quando se usa 444Hz se comparados com os 440Hz, que produzem muito mais impaciência e agitação nas pessoas sob sua influência. Em contraste, os 432Hz resultam em um senso do sagrado e de tranquilidade  da alma e do espírito.

Em suma, a afinação deveria depender da intenção da performance, e fazer uma prescrição geral para qualquer tipo de música de sintonizar em uma só frequência no mundo inteiro, não é só simplesmente irracional, mas completamente desnecessário.

Podemos deixar os 440 Hz para as bandas militares, o punk e os hinos das torcidas, e aproveitar as qualidades harmônicas dos 432Hz para o encontro com o sagrado e para o usufruto dos efeitos curativos dos 444Hz, quando nós precisarmos nos curar. Em todo caso, os padrões internacionais do ISO fazem sentido para coisas tais como tomadas elétricas, mas são contra indicados  para a vida cultural.

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A Ausência do Feminino na Cultura Digital

Nós estamos testemunhando uma transformação profundo e radical no mundo inteiro.  Um mundo de gritos de guerra e da musica divina. Um mundo fascinado pela geometria da pirâmide. Um mundo sofrendo do peso da sua própria estrutura. Um mundo paralisado. Um mundo que só se transforma na base. Um mundo patriarcal.

Chegou uma mulher no poder. Vai mudar o rumo do Macho? Eu acho que não. Pelas rações citadas. O que falta é a própria base, a alma no corpo do povo, a alma que dá justificação e motivo pela existência. Uma mulher só, no pico da pirâmide, está sozinha, quase abandonada no mar do masculino, no Mar Macho. Nós já vimos isto na Alemanha e Argentina, Um bom começo, tá bom, um começo, mas nada mais. Parou. A volta da Mãe não foi. O meu tio já foi lá, também, um Macho, mais um.

No Fórum Internacional da Geopolítica da Cultura e Tecnologia, o precursor do Fórum da Cultura Digital 2010, houve uma mulher no palco. E algumas na plateia, Quase perdidas no Mar Macho. Mas, apesar da solidão delas, o impacto definitivo chegou da parte delas. Nas ondas das palavras eruditas e eloquentes, da China antiga até dos filósofos mortos da França, precisou-se a voz da mulher para lembrar-se que falas sem pernas são contos de fadas, nada mais. Como comentou a minha parceira amada, a minha mulher e inspiração: falta coragem de falar o óbvio, falta a audácia de agir, falta que ela chamou a ‘filosofia pratica’,

Como o movimento de incluir a Mãe Terra na constituição de um pais. Como aconteceu em Equador. E como apresentado por uma mulher, a Catherine Walsh, do Equador, no Fórum. Elevar a terra como um sujeito com direitos, na constitução própria, e não como objeto de exploração. Como na vida.

Precisou-se de uma mulher, Heloisa Helena Rosas de Almeida, para ouvir o óbvio, dirigindo a atenção dos participantes. a isto que se sinta, e não que se pensa pensar: a tristeza em baixo da depressão. E ai
chegaram momentos de alegria, quase euforia, emoções liberadas só para um tempinho. Chegou um nova esperança, A possibilidade do futurível, de evitar um futuro terrível, de deixar um passado horrível deixar atraz, sonhando de um outro, um novo Quilombo, superando também a escravidão mental e emocional da cultura do consumismo cego, a visão de ‘viver bem’ invez da caça, do fome insaciável fomentado pelas medias controladas. Obrigado pela Katherine, pela Heloisa, e pela única outra mulher que falou na plateia. Obrigado!

Vamos em frente com a visão da Cultura Digital, mas como? Sem mulheres, sem alma? Eu não sei e não faço pretensão de saber. Vamos ver.

Quanto falou o antropólogo famoso Eduardo Viveiros de Castro no palco sobre o simbolo da onça não só da couragem mais também da beleza e estética, commentou a Heloisa “Sim! A força de Oxúm, axé!”

Pensamos que fosse o homem, o masculino, que supera os medos, o herói, porque nós fomos educados por uma filosofia patriarcal. Mais esta força, que é também a força do futurível, esta força é a força da mulherão, que o homem empresta ou não. A força que faz falta para os homens de hoje, homens fluctuandos á superfície do Mar Macho.

Então, assim chamamos os Xamãs Digitais para chamar esta onça de Oxúm voltar para acender a chama do Feminino na nossa cultura digital no Mar Macho!

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