Nós estamos testemunhando uma transformação profundo e radical no mundo inteiro. Um mundo de gritos de guerra e da musica divina. Um mundo fascinado pela geometria da pirâmide. Um mundo sofrendo do peso da sua própria estrutura. Um mundo paralisado. Um mundo que só se transforma na base. Um mundo patriarcal.
Chegou uma mulher no poder. Vai mudar o rumo do Macho? Eu acho que não. Pelas rações citadas. O que falta é a própria base, a alma no corpo do povo, a alma que dá justificação e motivo pela existência. Uma mulher só, no pico da pirâmide, está sozinha, quase abandonada no mar do masculino, no Mar Macho. Nós já vimos isto na Alemanha e Argentina, Um bom começo, tá bom, um começo, mas nada mais. Parou. A volta da Mãe não foi. O meu tio já foi lá, também, um Macho, mais um.
No Fórum Internacional da Geopolítica da Cultura e Tecnologia, o precursor do Fórum da Cultura Digital 2010, houve uma mulher no palco. E algumas na plateia, Quase perdidas no Mar Macho. Mas, apesar da solidão delas, o impacto definitivo chegou da parte delas. Nas ondas das palavras eruditas e eloquentes, da China antiga até dos filósofos mortos da França, precisou-se a voz da mulher para lembrar-se que falas sem pernas são contos de fadas, nada mais. Como comentou a minha parceira amada, a minha mulher e inspiração: falta coragem de falar o óbvio, falta a audácia de agir, falta que ela chamou a ‘filosofia pratica’,
Como o movimento de incluir a Mãe Terra na constituição de um pais. Como aconteceu em Equador. E como apresentado por uma mulher, a Catherine Walsh, do Equador, no Fórum. Elevar a terra como um sujeito com direitos, na constitução própria, e não como objeto de exploração. Como na vida.
Precisou-se de uma mulher, Heloisa Helena Rosas de Almeida, para ouvir o óbvio, dirigindo a atenção dos participantes. a isto que se sinta, e não que se pensa pensar: a tristeza em baixo da depressão. E ai
chegaram momentos de alegria, quase euforia, emoções liberadas só para um tempinho. Chegou um nova esperança, A possibilidade do futurível, de evitar um futuro terrível, de deixar um passado horrível deixar atraz, sonhando de um outro, um novo Quilombo, superando também a escravidão mental e emocional da cultura do consumismo cego, a visão de ‘viver bem’ invez da caça, do fome insaciável fomentado pelas medias controladas. Obrigado pela Katherine, pela Heloisa, e pela única outra mulher que falou na plateia. Obrigado!
Vamos em frente com a visão da Cultura Digital, mas como? Sem mulheres, sem alma? Eu não sei e não faço pretensão de saber. Vamos ver.
Quanto falou o antropólogo famoso Eduardo Viveiros de Castro no palco sobre o simbolo da onça não só da couragem mais também da beleza e estética, commentou a Heloisa “Sim! A força de Oxúm, axé!”
Pensamos que fosse o homem, o masculino, que supera os medos, o herói, porque nós fomos educados por uma filosofia patriarcal. Mais esta força, que é também a força do futurível, esta força é a força da mulherão, que o homem empresta ou não. A força que faz falta para os homens de hoje, homens fluctuandos á superfície do Mar Macho.
Então, assim chamamos os Xamãs Digitais para chamar esta onça de Oxúm voltar para acender a chama do Feminino na nossa cultura digital no Mar Macho!